Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lula assina projeto que regula mercados digitais e fortalece fiscalização do Cade

Legislação impõe obrigações às big techs e cria nova superintendência no Cade para garantir concorrência no mercado digital.

Foto: Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou um projeto de lei que regula as big techs no Brasil.
  • A nova legislação se aplica a empresas com faturamento superior a R$ 5 bilhões no país ou R$ 50 bilhões globalmente.
  • Foi criada uma nova Superintendência de Mercados Digitais no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para monitorar as plataformas digitais.
  • As big techs devem oferecer ferramentas de transferência de dados gratuitas e permitir que usuários empresariais acessem dados de desempenho.
  • A lei proíbe práticas que limitem a concorrência e reforça a atuação do Cade contra cartéis e práticas abusivas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira, um projeto de lei que regula as big techs no Brasil. A nova legislação estabelece obrigações específicas para empresas com faturamento superior a R$ 5 bilhões no país ou R$ 50 bilhões globalmente, visando coibir práticas anticoncorrenciais.

A proposta, elaborada pelo Ministério da Fazenda, cria uma nova Superintendência de Mercados Digitais no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Essa unidade terá a responsabilidade de monitorar e regular as plataformas digitais, garantindo uma concorrência justa. O superintendente será nomeado pelo presidente e aprovado pelo Senado, com um mandato de dois anos.

Entre as obrigações impostas às big techs, destacam-se a oferta de ferramentas de transferência de dados gratuitas e a criação de mecanismos para a interoperabilidade dos serviços. As empresas também deverão permitir que usuários empresariais acessem dados e ferramentas de desempenho de seus produtos, além de oferecer opções para que consumidores alterem configurações padrão.

O texto da lei proíbe práticas que limitem a participação de concorrentes em mercados onde atuam, além de reforçar a atuação do Cade no combate a cartéis e práticas abusivas. O governo espera que a nova legislação promova um ambiente mais equilibrado e competitivo no setor digital, beneficiando tanto consumidores quanto empresas menores.

A criação da superintendência é vista como uma resposta à crescente concentração de poder no mercado digital. O secretário de Reformas Econômicas, Marcos Pinto, enfatizou que a legislação atual não é suficiente para lidar com a dinâmica das big techs, que alteram a natureza econômica dos mercados. A expectativa é que a proposta seja aprovada rapidamente no Congresso, reforçando a necessidade de uma regulação mais eficaz.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais