- As startups Arado e Frexco anunciaram uma fusão para alcançar R$ 100 milhões em receita até 2025.
- A união também inclui a startup Plantei e visa otimizar a logística e a previsão de demanda no setor de hortifrúti.
- A Arado conecta pequenos e médios agricultores a restaurantes e varejistas, enquanto a Frexco fornece frutas e verduras frescas diretamente para restaurantes.
- O CEO da Arado, Victor Bernardino, afirmou que o foco é melhorar a entrega de produtos perecíveis.
- O grupo planeja expandir suas operações no Sudeste e em todo o Brasil, com crescimento acelerado previsto para 2026.
As startups de hortifrúti Arado e Frexco anunciaram uma fusão estratégica com o objetivo de alcançar R$ 100 milhões em receita até 2025. A união, que também inclui a Plantei, visa otimizar a logística e a previsão de demanda no setor, que enfrenta desafios recentes.
A Arado, uma plataforma mineira, conecta pequenos e médios agricultores a restaurantes e varejistas, e recebeu R$ 100 milhões em investimentos entre 2023 e 2024, com apoio de investidores como Valor Capital, Maya Capital e iFood. A Frexco, por sua vez, fornece frutas e verduras frescas diretamente para restaurantes, eliminando intermediários e garantindo eficiência na distribuição.
Victor Bernardino, CEO da Arado, destacou que a fusão tem como foco melhorar a logística e a entrega de produtos perecíveis. Nosso objetivo é garantir que eles cheguem de forma pontual e com o frescor que o mercado exige, afirmou. O grupo já desenvolveu 12 sistemas baseados em inteligência artificial para prever a demanda e otimizar as entregas.
Expansão e Metas
A integração não afetará os clientes e parceiros, segundo Mateus Erthal, CEO da Frexco. O foco é fortalecer o relacionamento com nossos clientes. O grupo planeja expandir suas operações no Sudeste e levar o modelo para todo o Brasil, com um crescimento acelerado previsto para 2026.
A meta de R$ 100 milhões em receita é ambiciosa, especialmente em um momento delicado para o setor. Recentemente, startups como Justo e Mercado Diferente encerraram operações, mesmo após receber investimentos. Em contrapartida, a Graviola, conhecida como o “banco do hortifrúti”, recebeu R$ 45 milhões da SRM Ventures para oferecer crédito a pequenos e médios fornecedores, apostando no B2C para crescer em um cenário desafiador.
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