- O governo arrecadou R$ 60,6 bilhões de IOF nos primeiros nove meses de 2025, alta de 15% frente ao mesmo periodo de 2024, com acréscimo real de R$ 8,1 bilhões; déficit primário acumulado chegou a R$ 86,1 bilhões no ano até setembro.
- A alta da arrecadação foi puxada por operações de saída de moeda estrangeira e concessão de crédito a empresas; o aumento do IOF, em junho, enfrentou ações judiciais e legislativas, mas foi restabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
- Apesar de a arrecadação total federal ter passado de R$ 2,1 trilhões entre janeiro e setembro, as contas públicas permanecem no vermelho; a meta fiscal para 2025 é resultado zero, com déficit primário projetado de R$ 29,6 bilhões no fim do ano.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, busca aumentar a arrecadação com propostas ao Congresso para compensar a queda da Medida Provisória 1303, que visava tributar apostas e fintechs, e combater fraudes tributárias.
- A perspectiva é de que a arrecadação de IOF e outras medidas ajudem a melhorar a situação fiscal até o fim do ano, mas ajustes orçamentários continuam sob avaliação, com atenção a decisões judiciais e legislativas.
O governo federal arrecadou R$ 60,6 bilhões em Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos primeiros nove meses de 2025, apresentando um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2024. Essa elevação representa um acréscimo real de R$ 8,1 bilhões. Apesar do crescimento, as contas públicas continuam no vermelho, com um déficit primário acumulado de R$ 86,1 bilhões desde o início do ano.
A arrecadação com o IOF foi impulsionada principalmente por operações de saída de moeda estrangeira e pela concessão de crédito a empresas. O governo já havia aumentado as alíquotas do IOF em junho, mas a medida enfrentou desafios legais e legislativos. Após uma breve suspensão, o aumento foi restabelecido pelo STF, permitindo que a arrecadação se mantivesse.
Desafios Fiscais
Embora a arrecadação total federal tenha superado R$ 2,1 trilhões entre janeiro e setembro, isso não foi suficiente para equilibrar as contas públicas. A meta fiscal para 2025 é de um resultado zero, mas o governo ainda espera fechar o ano com um déficit primário de R$ 29,6 bilhões, no limite inferior da meta estabelecida.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, busca alternativas para aumentar a arrecadação, especialmente com a queda da Medida Provisória 1303, que visava taxar operações de apostas e fintechs. Haddad planeja enviar novos projetos de lei ao Congresso para recuperar parte da receita perdida e combater fraudes tributárias.
Perspectivas Futuras
As expectativas do governo são de que, apesar das dificuldades, a arrecadação com o IOF e outras medidas possam ajudar a melhorar a situação fiscal até o final do ano. A pressão por ajustes orçamentários continua, e o governo está atento às decisões judiciais e legislativas que possam impactar suas finanças.
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