- Vale S.A. registrou lucro líquido de US$ 2,69 bilhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 13% ante o 3t de 2024; lucro atribuído aos acionistas ficou em US$ 2,7 bilhões, avanço de 11%.
- EBITDA ajustado atingiu US$ 4,36 bilhões, elevação de 21% na comparação anual; receita líquida somou US$ 10,42 bilhões, crescimento de 9%.
- A empresa teve aumento de volumes de vendas: minério de ferro, cobre e níquel subiram, respectivamente, 5%, 20% e 6%; preço médio do minério de ferro ficou em US$ 94,4 por tonelada, 4% acima do ano anterior; custos de produção do minério de ferro caíram 4%, para US$ 52,9 por tonelada.
- Dívida líquida chegou a US$ 12,4 bilhões, alta de 31% versus o ano anterior; relação dívida líquida/EBITDA ajustado ficou em 0,8x; foi lançado o novo produto de teor médio Carajás.
- Analista João Daronco, da Suno Research, destacou resultados sólidos e superação de expectativas; o segmento de metais para transição energética teve EBITDA crescimento de 170%, impulsionado por eficiência operacional e preços.
A Vale S.A. registrou um lucro líquido de US$ 2,69 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela maior geração de caixa, conforme relatório enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O lucro atribuído aos acionistas ficou em US$ 2,7 bilhões, refletindo um crescimento de 11%.
O EBITDA ajustado alcançou US$ 4,36 bilhões, um crescimento de 21% na comparação anual. A receita líquida totalizou US$ 10,42 bilhões, um aumento de 9% em relação ao terceiro trimestre de 2024. O CEO da mineradora, Gustavo Pimenta, destacou que o desempenho operacional foi sólido e reforça a confiança no futuro da empresa.
Desempenho Operacional
A Vale observou um aumento nos volumes de vendas em todos os segmentos: minério de ferro (+5%), cobre (+20%) e níquel (+6%). O preço médio do minério de ferro foi de US$ 94,4 por tonelada, alta de 4% em relação ao ano anterior. Os custos de produção do minério de ferro caíram 4%, para US$ 52,9 por tonelada, devido a melhores prêmios de qualidade e menores custos de frete.
A empresa lançou seu novo produto de teor médio de Carajás, que promete maior flexibilidade operacional. A dívida líquida aumentou 31% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 12,4 bilhões, enquanto a alavancagem medida pela dívida líquida sobre o EBITDA ajustado ficou em 0,8x.
Análise do Mercado
Para João Daronco, analista da Suno Research, os resultados foram sólidos e superaram as expectativas. O crescimento do EBITDA reflete o aumento das vendas e a eficiência nos custos. O segmento de metais para transição energética destacou-se, apresentando um salto de 170% no EBITDA, impulsionado por operações mais eficientes e melhores preços. O desempenho da Vale no trimestre demonstra um avanço significativo, consolidando sua posição no mercado.
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