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Telefónica prioriza expansão no Brasil e encerra atuação na América Latina

Telefônica confirma saída da Hispam, mantendo Brasil; desinvestimento no México, Chile e Venezuela e foco em Alemanha, Espanha, Reino Unido e Brasil

Telefónica prioriza expansão no Brasil e deixará outros mercados em LatAm, diz CEO | Há apenas um mês, a Telefónica Chile confirmou em um comunicado que sua controladora, a espanhola Telefónica, decidiu vender a unidade local. (Foto: Manaure Quintero/Bloomberg) (Bloomberg/Manaure Quintero)
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  • Marc Murtra, CEO da Telefónica, informou nesta terça, 5 de novembro, que a empresa intensifica a saída da Hispam, mantendo o Brasil como exceção.
  • A companhia planeja desinvestir no México, Chile e Venezuela, com foco ampliado na Europa (Alemanha, Espanha, Reino Unido) e no Brasil.
  • A decisão está alinhada ao Plano Transformar e Crescer, lançado em 2019, que visa reposicionar a Telefónica como operadora europeia com três dos quatro principais mercados no continente.
  • Murtra afirmou que a Hispam continua no México, Chile e Venezuela e que a empresa está saindo da Hispam.
  • A Telefónica avalia vender vinte por cento do capital da Vivo, subsidiária brasileira, o que pode sinalizar reestruturação maior na América Latina.

O CEO da Telefónica, Marc Murtra, anunciou nesta terça-feira, 5 de novembro, a intensificação da saída da empresa dos mercados da América Latina, excluindo o Brasil. A multinacional espanhola planeja desinvestir no México, Chile e Venezuela, focando suas operações na Europa e no Brasil, que se mantém como exceção na região.

Murtra mencionou que essa decisão está alinhada com o Plano Transformar e Crescer, já anunciado em 2019. O CEO destacou que a Telefónica deve se posicionar como uma operadora europeia, com três dos quatro principais mercados localizados no continente europeu. “A Telefónica Hispam continua no México, Chile e Venezuela, e nós estamos saindo da Hispam,” afirmou Murtra durante a coletiva de imprensa.

Estratégia Focada no Brasil

A estratégia de desinvestimento reflete o objetivo da empresa de concentrar esforços em mercados mais rentáveis. Murtra enfatizou que a decisão de deixar a Venezuela não possui motivações políticas, mas faz parte de um plano estratégico mais amplo que visa metas para 2030. “Não somos um ator político, nem damos opiniões políticas,” acrescentou.

Além disso, a Telefónica está avaliando a venda de 20% do capital da Vivo, sua subsidiária no Brasil, o que pode indicar uma reestruturação ainda mais significativa nas operações da empresa na América Latina. Essa movimentação mostra a intenção da companhia de se reforçar em mercados que oferecem maior potencial de crescimento e rentabilidade.

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