- Descontos das marcas de luxo e bem-estar nos Estados Unidos diminuem em 2025, refletindo tarifas mais altas e inflação que afeta a demanda.
- A Therabody elevou preços de cinco a sete por cento e está transferindo parte da produção para fora da China; executivos dizem que não é possível manter descontos do ano anterior.
- O varejo enfrenta uma “tempestade perfeita”: gastos nas festas devem cair em torno de cinco por cento, com recuo maior entre jovens, chegando a vinte e três por cento para pessoas de 17 a 28 anos.
- Marcas como Coach e Nike têm reduzido promoções para manter a exclusividade de seus produtos, com o CEO Todd Kahn defendendo preços de lista para manter a desejabilidade.
- O humor do consumidor americano está baixo, com preocupações sobre emprego e inflação; a Black Friday deste ano sinaliza mudanças de preço e de comportamento de compra.
Os descontos das marcas de luxo e bem-estar nos Estados Unidos estão em queda, refletindo o impacto das tarifas e a inflação. Em 2024, muitos produtos estavam com preços promocionais, mas em 2025, a realidade mudou. As empresas estão enfrentando uma demanda cautelosa, levando-as a ajustar suas estratégias.
A Therabody, por exemplo, aumentou os preços de seus produtos em 5% a 7% devido às tarifas. A empresa também está transferindo parte da produção para fora da China. Monty Sharma, CEO da Therabody, destacou que não podem oferecer os mesmos descontos do ano anterior, uma vez que os custos de mercadorias se tornaram muito altos.
Desafios do Varejo
O cenário atual é considerado uma “tempestade perfeita” por Dan Peskorse, proprietário da Upstream Brands. Com os consumidores mais cautelosos, uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers indica que os gastos nas festas de fim de ano devem cair em média 5% em relação ao ano passado. O declínio é ainda mais acentuado entre os jovens, com uma previsão de redução de 23% nos orçamentos para consumidores de 17 a 28 anos.
Marcas como Coach e Nike também estão se distanciando de grandes promoções. A Coach, por exemplo, busca manter a exclusividade de seus produtos, evitando descontos profundos. Todd Kahn, CEO da marca, afirmou que a estratégia é garantir que os produtos permaneçam desejáveis a preço total.
O Comportamento do Consumidor
O sentimento do consumidor americano está em baixa, refletindo preocupações com o emprego e a inflação. A dentista Olivia Decho, 27 anos, expressou que só comprará se houver grandes descontos. As empresas estão, portanto, entre a espada e a parede: precisam proteger suas margens, mas também atender a um consumidor que busca ofertas.
A Black Friday deste ano revela um novo padrão no comportamento de compra, com as marcas ajustando suas estratégias para enfrentar um ambiente econômico desafiador. As mudanças nas políticas de preços e a demanda cautelosa moldam o futuro do varejo nos Estados Unidos.
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