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BB vê lucro menor e custo de crédito maior em 2025 com pressão do agronegócio

BB reduz lucro 2025 para R$ 18–21 bi e eleva custo de crédito para R$ 59–62 bi; lucro do 3T fica em R$ 3,8 bi, ROE 11,2%, inadimplência avança

BB prevê lucro menor e custo de crédito mais alto em 2025 sob pressão do agro | O Banco do Brasil expandiu a carteira para pessoas físicas com impulso em parte da nova linha de crédito consignado privado (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • BB revisou as projeções para 2025: lucro ajustado entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, ante R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões; custo de crédito entre R$ 59 bilhões e R$ 62 bilhões, com deterioração da qualidade de crédito, especialmente no agronegócio.
  • No terceiro trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,8 bilhões, retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 11,2%, e a expectativa é de piora da inadimplência no quarto trimestre.
  • O custo de crédito subiu 66,4% nos primeiros nove meses, totalizando R$ 44 bilhões.
  • A carteira de crédito do agronegócio soma R$ 398,8 bilhões; a eficiência operacional fica em 27,6%, a melhor entre os grandes bancos brasileiros.
  • A margem financeira bruta atingiu R$ 26,4 bilhões, alta de 5,1% frente ao trimestre anterior; o programa Crédito do Trabalhador já soma R$ 11 bilhões em operações, com adesão de 95%. Perspectivas: receitas de serviços cresceram 1,3%, mas a deterioração adicional da inadimplência pode comprometer metas de rentabilidade para 2025.

O Banco do Brasil (BB) revisou suas projeções financeiras para 2025, prevendo um lucro ajustado entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, uma redução em relação à estimativa anterior de R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões. O custo de crédito, que antes estava previsto entre R$ 53 bilhões e R$ 56 bilhões, agora é projetado para R$ 59 bilhões a R$ 62 bilhões. A revisão foi impactada pela deterioração da qualidade de crédito, especialmente no setor do agronegócio.

No terceiro trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado do banco foi de R$ 3,8 bilhões, resultando em um retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 11,2%. Este índice é considerado baixo para uma instituição desse porte, refletindo a pressão da inadimplência, que deve se agravar no quarto trimestre. O banco registrou um aumento de 66,4% no custo de crédito, totalizando R$ 44 bilhões nos primeiros nove meses do ano.

Desempenho e Desafios

A carteira de crédito do agronegócio, que soma R$ 398,8 bilhões, enfrenta desafios significativos. A deterioração da qualidade de crédito atinge tanto pequenos quanto grandes produtores. Apesar disso, o Banco do Brasil mantém um índice de eficiência operacional de 27,6%, o melhor entre os grandes bancos brasileiros.

O banco também destaca a geração de receitas, com uma margem financeira bruta que cresceu 5,1% em relação ao trimestre anterior, alcançando R$ 26,4 bilhões. O programa de Crédito do Trabalhador, lançado em março, já contabiliza R$ 11 bilhões em operações, demonstrando uma taxa de adesão de 95%.

Perspectivas Futuras

As receitas de prestação de serviços cresceram 1,3% no trimestre, com destaque para a administração de fundos e seguros. Entretanto, a expectativa de deterioração adicional da inadimplência no último trimestre de 2025 compromete as metas de rentabilidade do banco. O Banco do Brasil afirma que o ano de 2025 será um período de ajustes, marcado pela resiliência do balanço frente aos desafios do mercado.

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