- Braskem Idesa, joint venture da Braskem no México, registrou caixa de US$ 46 milhões no final de setembro, menos da metade de junho; há pagamento de cupom de US$ 33,5 milhões até segunda-feira.
- Títulos da empresa sofrem pressão: nos últimos cinco pregões houve desvalorização de 7%, negociados a cerca de 60 centavos de dólar, com rendimento próximo de 24%; analista aponta possível negociação entre 35 e 40 centavos.
- Alavancagem elevada, que chegou a vinte e cinco vezes o lucro no fim de setembro, é causada por custos crescentes e queda da demanda; desde agosto, a empresa contratou assessores para revisar estrutura de capital e liquidez, impactando os títulos.
- Representantes da Braskem e da Inbursa não comentaram especulações de que Carlos Slim possa comprar títulos; o presidente da Braskem, Roberto Ramos, disse que o nível de endividamento pode melhorar no próximo trimestre.
- Reestruturação e futuro: um possível calote poderia pressionar o mercado de títulos corporativos na América Latina; detentores de títulos trabalham com a Houlihan Lokey em negociações, enquanto a Novonor busca vender participação para abrir novas perspectivas.
Investidores estão em alerta após a Braskem Idesa, joint venture da Braskem no México, reportar uma drástica queda em suas reservas de caixa. No final de setembro, a empresa tinha apenas US$ 46 milhões, menos da metade do montante registrado em junho. A situação é crítica, pois a companhia precisa pagar um cupom de US$ 33,5 milhões até segunda-feira, o que aumenta as preocupações sobre um possível calote.
A pressão no mercado é intensa, especialmente com os títulos da Idesa em queda. Nos últimos cinco pregões, esses papéis acumularam uma desvalorização de 7%, sendo negociados a cerca de 60 centavos de dólar com um rendimento de aproximadamente 24%. O analista Arturo Galindo, da BCP Securities, alerta que a dívida poderia estar sendo negociada a 35 ou 40 centavos de dólar, considerando a situação financeira da empresa.
Situação Financeira
A Braskem Idesa enfrenta um cenário difícil, com alavancagem elevada, que saltou para 25 vezes o lucro no final de setembro. Essa deterioração é resultado de custos crescentes e uma queda na demanda. Desde agosto, a empresa contratou assessores financeiros para revisar sua estrutura de capital e liquidez, o que levou a uma queda significativa nos títulos desde então.
Representantes da Braskem e da Inbursa, controlada pelo bilionário Carlos Slim, não comentaram sobre especulações de que Slim estaria adquirindo títulos da empresa. Contudo, o CEO da Braskem, Roberto Ramos, indicou que o nível de endividamento pode melhorar no próximo trimestre, o que gerou esperanças de uma solução viável.
Reestruturação e Futuro
A possibilidade de um calote na Braskem Idesa poderia impactar negativamente o mercado de títulos corporativos na América Latina, já abalado por outras crises. Com a ajuda da consultoria Houlihan Lokey, os detentores de títulos se preparam para possíveis negociações de reestruturação. A Novonor, controladora da Braskem, também está em negociações para vender sua participação, o que pode trazer novas perspectivas para a empresa.
A situação da Braskem Idesa reflete um momento crítico na indústria petroquímica, onde a combinação de altos custos e baixa demanda desafia a viabilidade financeira das empresas. A continuidade das operações e a capacidade de honrar compromissos financeiros serão cruciais para a recuperação da joint venture.
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