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Justiça britânica responsabiliza BHP pelo colapso da barragem de Fundão

Juíza britânica responsabiliza BHP pelo rompimento da barragem de Fundão; 620 mil brasileiros buscam £36 bilhões; pagamentos entre 2028 e 2029

Justiça do Reino Unido responsabiliza BHP por colapso da barragem de Fundão | Escritório da BHP na Austrália: 'BHP foi negligente, imprudente e sem capacidade técnica', afirmou a juíza Finola O’Farrell na decisão de sexta-feira (14). (Bloomberg/CARLA GOTTGENS)
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  • A Justiça do Reino Unido decidiu que a BHP é responsável por indenizar as vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, com decisão publicada em 14 de novembro de 2025.
  • A corte aponta negligência e imprudência da empresa, que afeta cerca de 620 mil brasileiros e pode exigir indenização superior a £36 bilhões (aproximadamente US$ 47,4 bilhões).
  • O colapso, operado pela Samarco (joint venture entre BHP e Vale), deixou 19 mortes, devastou comunidades e poluiu rios. Em 2024, BHP e Vale fecharam acordo de US$ 30 bilhões com o Brasil.
  • A decisão abre caminho para pagamentos a definir entre 2028 e 2029; a BHP informou que vai recorrer. A queda das ações da empresa chegou a 3,3% em Londres após o anúncio.
  • O escritório Pogust Goodhead, que representa as vítimas, celebra a decisão, enquanto Brandon Craig, presidente da BHP nas Américas, afirmou que a empresa ajustará provisões financeiras; o caso segue em fases para avaliação dos danos.

A Justiça do Reino Unido determinou que a BHP é responsável por indenizar as vítimas do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015 em Mariana (MG). A decisão da juíza Finola O’Farrell, publicada em 14 de novembro de 2025, afirma que a empresa agiu de forma negligente e imprudente, resultando em danos que afetam cerca de 620 mil brasileiros, que buscam compensação superior a £36 bilhões (aproximadamente US$ 47,4 bilhões).

O colapso da barragem, que operada pela Samarco, joint venture entre a BHP e a Vale, causou a morte de 19 pessoas e devastou comunidades, poluindo rios e destruindo vilarejos. Em 2024, BHP e Vale firmaram um acordo de US$ 30 bilhões com o Brasil, mas a decisão judicial na Inglaterra coloca a empresa em uma nova situação, com a possibilidade de pagamentos a serem definidos entre 2028 e 2029.

Detalhes da Decisão

A juíza destacou que o risco de colapso era previsível e que a BHP, sob a legislação ambiental brasileira, é estritamente responsável pelos danos. A empresa, que planeja recorrer da decisão, viu suas ações caírem até 3,3% em Londres após o anúncio. A BHP alegou que a Samarco é uma entidade independente e que não tinha conhecimento das condições precárias da barragem.

Brandon Craig, presidente da BHP nas Américas, afirmou que a empresa atualizará sua provisão financeira para refletir o impacto da decisão. O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa as vítimas, comemorou a sentença, afirmando que ela envia uma mensagem forte às multinacionais sobre a importância do dever de cuidado.

A decisão é um marco importante após sete anos de disputas legais, onde diferentes juízes apresentaram opiniões diversas sobre a responsabilidade da BHP. A expectativa é que a avaliação dos danos seja realizada em fases futuras do processo.

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