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Europa busca ampliar produção de chips com apoio da TSMC, enfrentando entraves

TSMC tem projeto em Dresden atrasado por vistos, regras ambientais e recrutamento; custo quase dobra, abertura prevista para 2027, investimento de €10 bilhões e até 10 mil empregos

As estimativas são de que custa quase o dobro para construir uma fábrica no continente europeu e que as licenças necessárias podem acrescentar meses ao processo - Foto: Reprodução
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  • A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) lidera o movimento europeu para ampliar a produção de semicondutores, com Dresden como polo europeu de chips.
  • Na Alemanha, o projeto enfrenta atrasos por emissão de vistos, normas ambientais rigorosas e dificuldades para contratar engenheiros qualificados; até agora nenhuma contratação local foi realizada, apesar da meta de dez profissionais.
  • A fábrica prevista para abrir em 2027 tem custo estimado em dez bilhões de euros (cerca de 11,5 bilhões de dólares), quase o dobro do esperado, com dependência tecnológica da Ásia.
  • A empresa aponta ambiente regulatório complexo e escassez de mão de obra qualificada; o CEO da Taiwan Puritic Corporation, West Tu, disse que treinamento em Taiwan e cultura de trabalho intensivo afastam candidatos europeus.
  • A Europa busca dobrar a participação na produção global de chips até o final da década, mesmo com menos de dez por cento da produção mundial atual e entraves logísticos e regulatórios persistentes.

A Europa enfrenta desafios significativos na expansão da produção de semicondutores, com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) à frente desse movimento. O projeto na Alemanha, que visa transformar Dresden em um polo europeu de chips, encontra obstáculos como atrasos na emissão de vistos, normas ambientais rigorosas e dificuldades na contratação de engenheiros qualificados. Embora a meta inicial fosse contratar 20 profissionais locais, até o momento, nenhuma contratação foi realizada.

A fábrica da TSMC, prevista para ser inaugurada em 2027, terá um custo estimado em 10 bilhões de euros (cerca de 11,5 bilhões de dólares), quase o dobro do esperado. A dependência tecnológica da Ásia e a complexidade regulatória na Europa complicam o processo de implementação. A empresa, que já constrói em média três fábricas por ano em Taiwan, se depara com um ambiente burocrático que pode atrasar o início das operações.

Desafios e Implicações

Além das questões administrativas, a escassez de mão de obra qualificada e as barreiras culturais também são impedimentos. O CEO da Taiwan Puritic Corporation, West Tu, destacou que as exigências de treinamento em Taiwan e a cultura de trabalho intensivo afastam candidatos europeus, que preferem oportunidades em empresas locais. Essa realidade contrasta com a abordagem mais ágil da TSMC em sua terra natal.

A urgência em aumentar a produção de semicondutores na Europa é impulsionada por tensões comerciais recentes, que evidenciaram a fragilidade da cadeia de suprimentos. Com menos de 10% da produção global de chips avançados, a Europa busca dobrar sua participação até o final da década. Contudo, a realidade logística e os entraves regulatórios continuam a ser desafios críticos para a realização desse objetivo.

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