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PF investiga operação bilionária envolvendo Master e fundos de pensão

PF amplia frentes de apuração sobre venda de títulos não cobertos pelo FGC a fundos estaduais e municipais; R$ 1,9 bilhão ligado ao Banco Master

Foto: Divulgação/Banco Master
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  • A Polícia Federal intensificou as investigações sobre venda de títulos não garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos a fundos de previdência estaduais e municipais, com foco no banco Master, após prisões do presidente Daniel Vorcaro e de outros executivos e suspeitas de crimes financeiros. Os fundos estaduais Rioprevidência investiram cerca de R$ 960 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo banco entre 2023 e 2024.
  • A PF busca entender a extensão dos crimes e se novas frentes de apuração ficarão ligadas ao inquérito aberto no início de 2024 ou se serão instaurados novos, com definição da estratégia em diálogo com o juiz. Também avalia deslocar o foro da investigação da Justiça Federal de Brasília.
  • O Rioprevidência trabalha para substituir as Letras Financeiras por precatórios federais, o que pode impactar o tratamento de pagamentos de aposentadorias e pensões.
  • O fundo atende mais de 235 mil servidores públicos, e o investimento em Letras Financeiras representa valor significativo, inferior apenas à folha mensal de R$ 1,9 bilhão paga aos aposentados.
  • O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro já havia alertado sobre o risco bilionário nas aplicações do Rioprevidência no banco Master.

A Polícia Federal (PF) intensificou as investigações sobre a venda de títulos não garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a fundos de previdência estaduais e municipais, com foco no banco Master. As operações, que resultaram na prisão do presidente Daniel Vorcaro e de outros executivos, levantaram suspeitas sobre possíveis crimes financeiros. As apurações já revelaram que os fundos estaduais, como o Rioprevidência, aplicaram cerca de R$ 960 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo banco entre 2023 e 2024.

A PF agora busca entender a extensão dos crimes e avaliar se novas frentes de investigação estarão ligadas ao mesmo inquérito aberto no início de 2024 ou se novos inquéritos serão instaurados. A estratégia será definida em diálogo com o juiz responsável. Além disso, a PF considera a possibilidade de deslocamento do foro da investigação, atualmente na Justiça Federal de Brasília.

Impacto nas Aposentadorias

A situação do Rioprevidência é preocupante. O fundo, que atende mais de 235 mil servidores públicos, está em negociação para substituir as Letras Financeiras por precatórios federais. O órgão assegura que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, embora o investimento em questão represente um valor significativo, inferior apenas à folha mensal de R$ 1,9 bilhão paga aos aposentados. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro já havia alertado sobre o risco bilionário nas aplicações do Rioprevidência no banco Master.

Os fundos de previdência, tanto estaduais quanto municipais, são essenciais para garantir a aposentadoria de servidores públicos. A continuidade das investigações poderá impactar diretamente a segurança financeira desses servidores, caso se confirme a irregularidade nas operações do banco liquidado. A PF segue acompanhando os desdobramentos, com atenção especial às implicações legais e financeiras para os envolvidos.

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