- A B3 vive um ciclo de valorização ante o Ibovespa acima de 150 mil pontos desde o dia 3 de novembro de 2025, com ganho acumulado próximo de 30% no ano.
- No 3T25, a B3 superou as projeções do JP Morgan, com receita bruta 4% acima e lucro 5% acima do esperado.
- O setor imobiliário (IMOB) foi o principal impulsionador de ganhos, seguido por utilities, com Cogna liderando as altas entre as ações (alta de 260,89% no ano) e Movida com 206,69%.
- Há 128 programas de recompra de ações em aberto, apontando uso de caixa por parte das empresas; entrada de capital externo estimada em cerca de R$ 30 bilhões na B3.
- A bolsa mantém múltiplos atrativos, com P/E em 9,2 vezes e desconto de 12% frente a média histórica; cenário externo de cortes de juros nos EUA e Selic em 15% no segundo semestre sustentam o rali.
A B3 vive em 2025 um ciclo de alta expressivo, com o Ibovespa rompendo a marca histórica de 150 mil pontos em 3 de novembro e mantendo-se acima desse nível desde então. O desempenho anual fica próximo de 30%, ajudado por fluxos estrangeiros e pela percepção de bolsa brasileira como barata ante mudanças macro.
Resultados do 3T25 da B3 superaram as projeções do JP Morgan, com receita bruta e lucro acima do esperado. O mercado valorizou especialmente o setor imobiliário (IMOB), seguido por utilities, que puxaram o otimismo entre ações ligadas ao ciclo de juros doméstico.
Protagonistas do trimestre
Cogna liderou as valorizações entre as ações, com alta de 260,89% no ano, impulsionada pelo 3T25 com lucro líquido de R$ 191,6 milhões. Movida ficou em segundo, com alta de 206,69% e lucro líquido de R$ 70 milhões no trimestre, com alavancagem no menor nível em cinco anos.
Fluxos e avaliadores
Programas de recompra atingiram recorde, com 128 em aberto, sinalizando uso de caixa para suporte de preços. A entrada de capital externo foi decisiva, com aporte estimado em cerca de R$ 30 bilhões na B3, sustentando a narrativa de valorização.
Avaliação de múltiplos
A bolsa opera a 9,2 vezes o P/L, com desconto de 12% frente à média histórica, em contraste com prêmio global de cerca de 16%. Setores defensivos mantêm dividendos altos; o ciclo de cortes de juros nos EUA alimenta a reprecificação de ações sensíveis à taxa.
Setores e perspectivas
IMOB lidera os ganhos setoriais, seguido por utilities, que registraram forte desempenho ao longo de 2025. A análise aponta que revisões positivas de lucro, aliadas a condições externas favoráveis, sustentam o rali, mesmo com juros elevados.
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