- Oscar Freire, rua de ~2,6 km nos Jardins, tornou-se símbolo de luxo desde a década de noventa, com aluguel de €1.128 por m².
- A via registrou avanço de 65% nos aluguéis, chegando a €1.128/m², e subiu da 41ª para a 34ª posição no ranking mundial.
- A Faria Lima teve alta de 43% no valor dos aluguéis, estimados em €920 por m², sendo a segunda no Brasil no estudo.
- Visconde de Pirajá, no Rio de Janeiro, tem €821 por m² e Garcia D’Ávila, também no Rio, €784 por m².
- O estudo «Main Streets Across the World», da Cushman & Wakefield, lista as ruas mais caras do mundo e mostra a Oscar Freire entre as top 40.
Oscar Freire, rua famosa pelo varejo de luxo em São Paulo, registrou aumento expressivo nos valores de locação. Segundo a análise de mercado, o metro quadrado chegou a ~€1.128, consolidando a via entre as mais caras do mundo. O salto ocorreu em 2024 e 2025, elevando a ocupação de espaços comerciais na via.
A elevação de 65% nos aluguéis fez Oscar Freire avançar da 41ª para a 34ª posição no ranking global, segundo estudo da Cushman & Wakefield. A via permanece reconhecida por seu puxar de demanda e por contratos de longo prazo, com oferta limitada de imóveis comerciais.
A valorização não se restringe à Oscar Freire. A Faria Lima, nas proximidades, teve alta de 43% no aluguel, estimado em ~€920/m². Outros endereços brasileiros citados pelo estudo incluem Visconde de Pirajá, no Rio, com €821/m², e Garcia D’Ávila, com €784/m².
Contexto do ranking
Denys Andrade, head de pesquisa da Cushman & Wakefield no Brasil, aponta que o avanço reflete inflação, percepção de varejo e competição por endereços estratégicos. Espaços escassos, contratos longos e demanda concentrada sustentam preços elevados.
Transformação urbana na capital
Marcelo da Cruz, CEO do Grupo Referência, afirma que Oscar Freire demonstra maturidade do varejo de rua. A via é vista como ativo de geração de receita e não apenas ponto comercial, segundo ele, diante da demanda qualificada.
Alexandre Rodrigues, da Rio Bravo Investimentos, destaca o papel da cidade na verticalização e na chegada de metrô. Mudanças de zoneamento e demolição de lojas antigas reduziram estoque, o que sustenta a valorização.
Perspectivas
Especialistas ressaltam que o movimento pode continuar, com maior pressão de demanda e oferta restrita. A área tende a manter perfil de destino de consumo premium, com inovação em imóveis residenciais com fachadas ativas reforçando a atratividade.
Entre na conversa da comunidade