- Voltalia pretende desenvolver data centers no Brasil com investidores como ByteDance e Brookfield, usando portfólio no Nordeste para atender Pecém, Ceará.
- O objetivo é chegar a até um gigawatt de capacidade, com modelo de negócio em discussão e investimento estimado acima de R$ 450 bilhões na próxima década.
- Houve aprovação de incentivos fiscais para cinco projetos em Pecém, além de conversas preliminares com Alphabet e Meta para parcerias.
- Pecém está próximo a hub de cabos submarinos, o que facilita ligações rápidas com Europa e África, fortalecendo o Brasil como polo de IA com energia renovável.
- O governo federal realizou reunião com executivos da ByteDance sobre futuro data center em Pecém; os investimentos incluem mais de R$ 100 bilhões em tecnologia de computação para o projeto local.
A Voltalia avalia desenvolver data centers no Brasil usando seu portfólio no Nordeste, com foco no complexo de Pecém, no Ceará. A iniciativa envolve investidores internacionais, entre eles ByteDance e Brookfield, segundo fontes familiarizadas com o tema. O objetivo é chegar a até 1 gigawatt de capacidade, ainda em fase de negociação.
Entre os potenciais parceiros, pesam conversas preliminares com Alphabet e Meta, além de outras empresas de tecnologia dos EUA. A proposta depende de aprovação de incentivos fiscais para projetos de exportação em Pecém, apontam as mesmas fontes. A operação seria apoiada por infraestrutura de energia renovável local.
Os incentivos para cinco projetos em Pecém já foram autorizados pelo governo, com investimento total estimado superior a 450 bilhões de reais na próxima década. Parte das verbas seria destinada à aquisição de hardware de ponta para IA, segundo informações apuradas. O cenário fortalece Pecém como polo de data centers no Brasil.
A ByteDance, controladora do TikTok, mantém conversas sobre participação no empreendimento, enquanto a Casa dos Ventos estaria em tratativas para parceria que envolvia cerca de 300 megawatts de demanda. A empresa francesa Voltalia ainda não comentou o assunto. A Brookfield, Meta e Alphabet também não apresentaram comentários.
O contexto regional aponta Pecém como localização estratégica por ficar próximo a hubs de cabos submarinos que conectam Fortaleza a rotas para a Europa e a África. A atuação brasileira busca ampliar a liderança do país no setor de data centers na América do Sul, segundo analistas envolvidos nas discussões.
A administração Lula tem enfatizado o papel de Pecém na atratividade de investimentos em IA, destacando que o país busca manter dinamismo diante de negociações com grandes players globais. As informações indicam o peso potencial de investimentos em infraestrutura digital no Nordeste.
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