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Superávit Comercial do Brasil cai 13% em novembro, perto de estimativas

Balança registra superávit de US$ 5,842 bi em novembro, -13,4% frente ao mesmo mês do ano anterior, com China +41% e EUA -28,1% após suspensão de tarifas

Pátio de contêineres no Porto de Santos, no Estado de São Paulo
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  • A balança comercial brasileira fechou novembro com superávit de US$ 5,842 bilhões, queda de 13,4% em relação ao mesmo mês de 2018, segundo o MDIC, com exportações de US$ 28,515 bilhões (+2,4%) e importações de US$ 22,673 bilhões (+7,4%).
  • No acumulado do ano, o superávit chega a US$ 57,839 bilhões, com exportações de US$ 317,821 bilhões (+1,8%) e importações de US$ 259,983 bilhões (+7,2%).
  • Os setores: agropecuário teve o maior aumento nas exportações em novembro (+25,8%), seguido pela indústria de transformação (+3,7%), enquanto a indústria extrativa caiu (-14%).
  • Nas importações, a indústria de transformação avançou (+9,3%), a indústria extrativa recuou (-18,1%) e o agropecuário caiu (-5,4%).
  • Exports para China cresceram 41% em novembro, enquanto as vendas para os Estados Unidos caíram 28,1% (queda menor que outubro, quando foi de 37%); a suspensão de tarifas anunciada pelo governo americano pode influenciar esses números nos próximos meses.

O Brasil registrou superávit na balança comercial de novembro, impulsionado por exportações fortes e importações controladas. O saldo ficou em US$ 5,842 bilhões, ante US$ 6,761 bilhões de novembro de 2023, conforme dados do MDIC. O resultado ficou acima das projeções de alguns analistas consultados pela Reuters.

As exportações somaram US$ 28,515 bilhões no mês, alta de 2,4% na comparação anual. Já as importações atingiram US$ 22,673 bilhões, com elevação de 7,4%. No acumulado do ano, o superávit atingiu US$ 57,839 bilhões, com exportações de US$ 317,821 bilhões (+1,8%) e importações de US$ 259,983 bilhões (+7,2%).

No detalhamento por setores, o agronegócio teve o maior avanço mensal, com exportações 25,8% superiores. A indústria de transformação cresceu 3,7%, enquanto a indústria extrativa caiu 14%. Do lado das importações, a indústria de transformação registrou alta de 9,3%, e a extrativa recuou 18,1%.

Ao analisar parceiros comerciais, Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Comércio Exterior do MDIC, destacou a forte elevação das exportações para a China, de 41%, contribuindo para o desempenho de novembro. Em contrapartida, as vendas aos EUA caíram 28,1% em novembro, frente a queda de 37% observada em outubro.

A queda nas exportações para os Estados Unidos pode ter relação com o decreto assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 20 de novembro, que suspendeu tarifas de importação sobre carne bovina, café e outros produtos agrícolas brasileiros. Analistas apontam que os efeitos completos ainda não se refletiram no mês.

Entre os produtos com quedas de embarques, estão óleos brutos de petróleo, carne e café. Brandão ressaltou que o cenário envolve um mix de fatores e que a reversão de tarifas pode se tornar mais evidente nos próximos meses, dependendo de variáveis macroeconômicas e logísticas.

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