- A taxa de juros foi mantida em 3,6%, com a governadora Michele Bullock sinalizando que não há cortes adicionais no horizonte.
- A autoridade central indicou que aumentos podem ocorrer em 2026, caso a inflação permaneça elevada.
- Cerca de 3,3 milhões de domicílios com hipoteca são impactados pela política de aperto monetário.
- O mercado acompanha a reunião de fevereiro, com possibilidade de nova alta e menção a cortes de rebates de energia e pressão fiscal do governo.
- A inflação, medida pela inflação ao consumidor, ficou em 3,8% no ano até outubro, mantendo o foco do banco em conter pressões inflacionárias.
O Banco Central da Austrália manteve a taxa de juros em 3,6% e sinalizou que não há cortes previstos, com possibilidade de alta em 2026 caso a inflação permaneça elevada. A decisão ocorreu após a divulgação de dados que apontam persistência da pressão inflacionária no país, afetando cerca de 3,3 milhões de domicílios com hipoteca.
A governadora Michele Bullock afirmou que, neste momento, não são esperadas reduções adicionais. Ela destacou que o comitê acompanha de perto a inflação e pode agir caso essa tendência se consolide. A comunicação ocorreu em coletiva de imprensa após a decisão de manutenção.
A ata mostra que o comitê avaliou cenários de elevação caso o choque inflacionário persista, apesar da trajetória anterior de aperto monetário. O mercado acompanha a possibilidade de nova alta já na próxima reunião, prevista para fevereiro, segundo analistas.
Dados oficiais indicam inflação de 3,8% no ano até outubro, acima da meta de 2-3%. O governo foi visto sob pressão fiscal, com cortes recentes em benefícios de energia residencial, e o tesouro sinalizou ajustes adicionais em ajuste orçamentário futuro.
Economistas da NAB destacam que existe risco de alta da taxa já na próxima reunião, caso a inflação não recue. A vigilância sobre o aperto fiscal e os gastos públicos é considerada relevante para a condução da política monetária nos próximos meses.
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