- O Cade aprovou a fusão entre Petz e Cobasi com a venda de 26 lojas em São Paulo e cumprimento de medidas comportamentais, permitindo a criação de uma rede com receita bruta próxima de R$ 7 bilhões e cerca de 500 lojas em 20 marcas próprias.
- As lojas vendidas representam aproximadamente 3,3% do faturamento da nova companhia nos últimos doze meses.
- A aprovação foi condicionada a um pacote de medidas, incluindo compromissos comportamentais e a venda das lojas, com monitoramento contínuo pela autoridade.
- A Petlove contestou o negócio, alegando que a união seria muito maior que a atual terceira colocada do setor, mas o Cade destacou a possibilidade de aquisição das lojas vendidas pela própria Petz como elemento de segurança concorrencial.
- As ações da Petz chegaram a subir, mas foram suspensas pela B3 em função da divulgação do fato relevante.
O Cade aprovou a fusão entre Petz e Cobasi com condições: a venda de 26 lojas em São Paulo e a adoção de medidas comportamentais para evitar concentração excessiva no setor de produtos e serviços para animais. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (10).
A operação, anunciada no ano passado, criará a maior rede do Brasil nesse segmento, com receita bruta estimada em ~R$ 7 bilhões, quase 500 lojas e 20 marcas próprias. A Petz informou ao mercado que as lojas vendidas representam 3,3% do faturamento da nova companhia nos últimos 12 meses.
A Petlove foi a principal oponente da fusão, alegando que a união de Petz e Cobasi criaria uma empresa muito maior que a terceira colocada e prejudicaria a concorrência. A Petlove pediu a não aprovação ou, ao menos, medidas intensivas de proteção ao consumidor.
Segundo o Cade, há um pacote de medidas que inclui a venda das 26 lojas e compromissos comportamentais para assegurar competição. O presidente Gustavo Freitas de Lima ressaltou que o acordo é complexo e será monitorado, com suspensão de negociações das ações pela B3.
O Cade destacou ainda que a terceira interessada, Petlove, demonstrou interesse em comprar as lojas a serem vendidas, o que contribui para a validação da resolução. Conselheiros ressaltaram que o caso exigiu avaliação cuidadosa e que o mercado continuará sob observação.
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