- A Drax, responsável pela maior usina de energia do Reino Unido, planeja converter parte da usina de North Yorkshire em um datacente de 100 MW, com pedido de aprovação de planejamento apresentado, previsto para 2027, próximo a Selby.
- O datacente usaria terreno, sistemas de resfriamento e transformadores que antes serviam à geração a carvão, antes da conversão para queimar pellets de madeira importados; a primeira unidade deverá receber energia da rede elétrica nacional, com possibilidade de consumo direto pela usina no futuro.
- O anúncio acontece em meio a ajustes de subsídios do governo a partir de 2026; a Drax tem lucros apoiados por subsídios de mais de £ 2 milhões por dia provenientes de tarifas de energia para biomassa.
- O governo informou que esses subsídios não representam um bom acordo para os pagadores de impostos e que a Drax pode sofrer sanções se não usar 100% biomass a partir de fontes sustentáveis, elevando o patamar de 70%.
- A controvérsia sobre sustentabilidade persiste, com reportagens da Guardian e da BBC sobre madeira antiga e uma investigação da Financial Conduct Authority sobre declarações passadas da empresa; a Drax afirmou que usa biomass de florestas bem geridas.
Drax, a empresa britânica de energia, revelou planos para converter parte de sua usina em North Yorkshire em um datacente de 100 MW. A decisão ocorre em meio a aumento da demanda por capacidades de IA e foi anunciada após a empresa pedir autorização de planejamento para construir o datacente próximo a Selby, com conclusão prevista para 2027. Inicialmente, o datacente deverá consumir energia da rede elétrica nacional, com possibilidade de fornecimento direto pela usina no futuro.
A instalação reutilizará terrenos, sistemas de refrigeração e transformadores que antes serviam à geração de carvão da planta, hoje adaptada para queimar pellets de madeira importados. O primeiro datacente usará a rede britânica, mas há estratégia para uso direto da energia gerada pela própria usina.
Contexto regulatório e sustentabilidade
O anúncio ocorre numa conjuntura de mudanças nos subsídios do governo a partir de 2026, que afetam a lucratividade da planta. O governo sinalizou redução de subsídios para a biomassa, sob avaliação de impacto para os titulares de energia.
Relatórios anteriores trouxeram controvérsias sobre a origem da madeira utilizada pela Drax. Investigações e reportagens da imprensa questionaram a sustentabilidade das matérias-primas, bem como a transparência sobre a cadeia de suprimento.
A FCA, regulador financeiro, mantém apuração sobre declarações históricas da Drax a respeito do abastecimento de pellets, incluindo possíveis incongruências com as regras de divulgação. A administração da empresa rebateu as críticas, afirmando que utiliza biomass de florestas bem geridas.
Fontes independentes apontaram possíveis importações de madeira de áreas antigas de alto valor ecológico, embora a Drax tenha alegado que não utiliza madeira de áreas de velha-growth designadas e ressalvou a presença de materiais de florestas bem manejadas.
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