- Copom manteve a Selic em 15% ao ano pela quarta vez, mesmo com inflação sob controle.
- Economistas dizem que a decisão é injustificável e pode frear investimento e consumo; a taxa real de juros do Brasil é de 9,44%, segunda maior do mundo, atrás da Turquia (10,33%).
- A medida ocorre em um cenário em que o Banco Central busca desaquecer a demanda para conter a inflação, mantendo crédito mais caro e poupando, o que dificulta a expansão econômica.
- Críticas apontam a necessidade de reformar o arcabouço monetário, inclusive a meta de 3% que seria inalcançável, para tornar a política mais eficaz.
- O Copom se reúne novamente em 27 e 28 de janeiro de 2026, no primeiro encontro do ano.
O Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva. A medida foi tomada em meio a inflação sob controle, mas com a percepção de que ainda há pressão sobre juros reais no Brasil. O anúncio ocorreu no contexto de avaliações sobre a política monetária para 2026.
Economistas avaliam que a decisão é injustificável diante de um governo que caminha para a menor inflação média desde o Plano Real, mas o país segue com uma das maiores taxas reais de juros do mundo. Além disso, a alta remuneração da poupança eleva o custo de crédito e restringe o investimento.
Para Gustavo Cavarzan, do Dieese, a Selic elevada pode inibir consumo e investimentos, pressionando o desempenho econômico. Ele aponta que cortes seriam necessários para estimular crédito mais barato e impulsionar produção e demanda, sem perder o controle inflacionário.
O Copom voltará a se reunir em 27 e 28 de janeiro de 2026, no primeiro encontro do ano. Líderes do mercado reconhecem a necessidade de reduzir a taxa para evitar um ano de baixo dinamismo econômico e impactos negativos na renda e no emprego.
Reações e perspectivas
A análise também comenta a necessidade de rever o arcabouço da política monetária, incluindo a meta de juros, hoje fixada em 3%. Autores citados destacam que esse patamar é considerado inalcançável e gera incentivos para manter a postura conservadora.
A cobertura acompanha a evolução dos jogos de instrumentos de política monetária e possíveis impactos sobre crédito, consumo e investimento. As informações sobre o balanço e as previsões do Banco Central permanecem em desenvolvimento.
Contexto e desdobramentos
O cenário atual mostra que mesmo com inflação sob controle, a taxa real de juros permanece elevada, influenciando decisões de tomadores de crédito. Dados apontam que o Brasil fica atrás apenas da Turquia em juros reaisBank, destacando o desafio de reduzir custos financeiros sem comprometer a estabilidade.
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