- O varejo brasileiro caiu 1,6% em novembro frente a outubro, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS); houve recuo de 3,7% na comparação com novembro de 2023.
- Três dos oito segmentos analisados subiram: móveis/eletrodomésticos (1%), tecidos/vestuário/calçados (0,3%) e hipermercados (0,2%).
- Os principais recuos ficaram com construção (3,2%), combustíveis e lubrificantes (2,7%) e artigos farmacêuticos (1,8%).
- No acumulado do ano, nenhum segmento apresentou alta; maiores quedas foram em combustíveis e lubrificantes (6,7%) e móveis/eletrodomésticos (5,1%).
- Regionalmente, Norte e Nordeste mostraram melhora, com a Paraíba liderando as altas; houve recuperação parcial em Amapá e variação desigual entre estados.
O varejo brasileiro registrou queda de 1,6% em novembro, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). A Black Friday não conseguiu reverter a desaceleração do ano, com queda de 3,7% na comparação com o mesmo mês de 2023. O resultado divulgado nesta quinta-feira (11) aponta baixa em oito dos oito segmentos analisados.
Entre os setores, três apresentaram alta: móveis e eletrodomésticos subiram 1%, tecidos, vestuário e calçados cresceram 0,3% e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram alta de 0,2%. Os demais recuaram, com destaque para construção (-3,2%) e combustíveis e lubrificantes (-2,7%).
Desempenho por segmento e regiões
No acumulado do ano, nenhum segmento apresentou alta. A maior queda foi em combustíveis e lubrificantes (-6,7%), seguido por Móveis e Eletrodomésticos (-5,1%). Outros segmentos também apresentaram retração, como hipermercados, roupas e artigos de uso pessoal.
Regionalmente, Norte e Nordeste mostraram melhora, com a Paraíba liderando altas. O economista da Stone, Rômullo Carvalho, aponta que a estabilização do emprego não foi suficiente para sustentar o consumo, citando endividamento elevado e custo do crédito como fatores decisivos. No Sudeste, alguns sinais de recuperação aparecem em estados como São Paulo e o Distrito Federal, enquanto Rio de Janeiro e Minas Gerais mantêm desempenho desfavorável.
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