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Multas por atraso em boletos devem chegar a 1,34 bi para empresas

Panorama da Qive aponta R$ 1,34 bilhão em multas por atrasos em 2025; 31,9% das empresas inadimplentes e boleto domina o B2B

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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  • Panorama do Contas a Pagar 2026, da Qive, projeta R$ 1,34 bilhão em multas por atrasos em 2025; 31,9% das empresas ativas apresentam inadimplência e 262,3 mil notas com “Desconhecimento da operação” somam R$ 9,5 bilhões.
  • O boleto domina o B2B, respondendo por mais da metade do valor transacionado, com participação acima de setenta por cento em varejo e infraestrutura.
  • Falhas operacionais elevam atrasos: boletos perdidos, divergências entre nota fiscal e forma de pagamento, ausência de centralização e falhas de comunicação entre áreas, muitas vezes não atribuídas a fraude.
  • Há risco fiscal antes do pagamento: notas com “Desconhecimento da operação” indicam emissão indevida; se não contestadas dentro do prazo, podem gerar obrigações tributárias indevidas.
  • Para reduzir perdas, é necessário ter visão do ciclo completo da nota, com conferência automatizada, monitoramento de manifestações fiscais e controle em tempo real de cancelamentos e divergências; planilhas isoladas não são suficientes.

O atraso no pagamento de boleto pode impactar a posição de caixa das empresas, principalmente quando envolve operações de boleto ou duplicata mercantil. O Panorama 2026 da Qive projeta que multas por atrasos devem chegar a R$ 1,34 bilhão em 2025, aponta o estudo.

Segundo a Qive, perdas não decorrem apenas de fraude, mas de falhas operacionais no fluxo de contas a pagar. A análise cruzou notas processadas pela própria empresa com dados de inadimplência da Serasa Experian, envolvendo setores de Serviços, Varejo e Indústria.

Entre os números, a Serasa aponta que 31,9% das empresas ativas apresentam algum nível de inadimplência, somando 7,3 milhões de CNPJs e R$ 169,8 bilhões em dívidas. A Qive aplicou média de 7,3 contas em atraso por empresa, com multa de 2% e ticket médio não especificado.

O varejo responde pela maior parcela do impacto estimado, com R$ 970 milhões, seguido por Serviços, com R$ 286 milhões, e Indústria, com R$ 84 milhões. A projeção considera boletos e duplicatas como formas de pagamento amplamente utilizadas no B2B.

Falhas operacionais ampliam atrasos. Isis Abbud, co-CEO e cofundadora da Qive, aponta que muitos atrasos não resultam de decisão deliberada, mas de boletos perdidos, divergências entre nota e pagamento, ausência de centralização e falhas de comunicação entre áreas. Os custos costumam passar despercebidos como fraude, afetando caixa e relação com fornecedores.

Risco fiscal antes do pagamento também é destacado. O estudo registra 262,3 mil notas com manifestação de “Desconhecimento da operação” ou “Operação não realizada”, somando R$ 9,5 bilhões em documentos com indícios de inconsistência. Uma nota emitida incorretamente pode gerar obrigação fiscal indevida.

Christian de Cico, co-CEO e cofundador da Qive, ressalta que o risco fiscal surge mesmo antes do boleto, quando a nota não é reconhecida pelo tomador. Usuários costumam perceber o problema apenas após questionamentos do Fisco.

O relatório aponta que o boleto continua dominante no B2B, respondendo por mais da metade do valor financeiro transacionado em vários setores. No varejo e na infraestrutura, a participação chega a cerca de 70%, ampliando a exposição de empresas com alto volume de fornecedores e processos manuais.

Fluxos com anexos por e-mail, PDFs isolados e conferências manuais elevam o risco de atraso e pagamento indevido. Para reduzir perdas, a Qive recomenda visão abrangente do ciclo do documento fiscal, desde emissão até pagamento do boleto, com conferência automatizada e monitoramento de manifestações fiscais em tempo real.

A empresa defende a adoção de controles além de planilhas e vencimentos para proteger caixa, evitar cobranças indevidas e responder rapidamente a inconsistências, reduzindo custos recorrentes ligados ao boleto.

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