- Em 2025, o mercado de luxo e superluxo no Brasil cresceu bastante, com o VGV lançado em R$ 37,1 bilhões e o VGV vendido em R$ 34,3 bilhões, puxados por São Paulo e Rio de Janeiro e pela demanda do Nordeste.
- O Rio de Janeiro se consolidou como o mercado mais caro, com Leblon atingindo R$ 63.373 por m², em meio a pouca oferta e valorização do segmento.
- São Paulo concentrou o maior volume de lançamentos e de VGV: unidades lançadas passaram de 1.819 para 3.668; o VGV lançado subiu de R$ 8,6 bilhões para R$ 21,3 bilhões, e o VGV vendido chegou a R$ 20,2 bilhões.
- Santa Catarina ganha protagonismo, especialmente o litoral norte, com o Senna Tower em Itajaí elevando preços do alto padrão e atraindo novos fluxos de investimento no superluxo.
- Nordeste e Região Sul exibem dinamismo: Nordeste teve ganho expressivo de lançamentos e VGV, com destaque para Recife e Fortaleza; Sul viu Florianópolis manter um metro quadrado entre os mais altos da região, reforçando a concentração de valor no luxo.
O mercado imobiliário de luxo e super luxo no Brasil manteve impulso em 2025, com São Paulo ampliando lançamentos e o Rio de Janeiro se consolidando como o principal polo de preços. Dados da Brain Inteligência Estratégica indicam expansão expressiva do VGV lançado e vendido, em meio a juros elevados.
O aumento de oferta não foi homogêneo: regiões físicas distintas exibem trajetórias diferentes, com o litoral norte de Santa Catarina ganhando relevância nos projetos de superluxo. O crescimento é sustentado pela demanda de alta renda e por ativos considerados proteção patrimonial.
Rio de Janeiro concentra o preço do m²
O Rio registrou o metro quadrado mais caro do Brasil em 2025, com o Leblon atingando 63 373 por m². Entre janeiro e setembro, lançamentos de luxo avançaram de 715 para 1 274 unidades, e o VGV lançado subiu de 1,71 bilhão para 5,0 bilhões, empurrando o custo médio para cima.
A valorização no segmento superluxo elevou o preço por m², fortalecendo o Rio como referência de mercado. O ritmo de vendas também cresceu, com o VGV vendido passando de 1,75 bilhão para 3,26 bilhões. A escassez de produto continua também na região.
Sudeste e Nordeste mantêm dinamismo
Em São Paulo, o núcleo financeiro liderou o crescimento. Lançamentos passaram de 1 819 para 3 668, com VGV lançado de 8,6 bilhões para 21,3 bilhões. Vendas atingiram 3 138 unidades, contra 2 148 no ano anterior.
No Nordeste, capitais como Recife, Fortaleza e Maceió apresentaram atuação significativa. O volume de lançamentos subiu de 1 020 para 1 694, e o VGV lançado chegou a 5,4 bilhões. Vendas totalizaram 1 560 unidades, com VGV vendido de 5,1 bilhões.
Santa Catarina e o litoral norte em ascensão
Na região Sul, Florianópolis destacou-se pelo valor elevado do m² no segmento superluxo, com preços acima de 38 mil. O Sul registrou lançamentos de 701 para 1 244 unidades e VGV lançado de 2,67 para 5,38 bilhões.
No litoral norte de Santa Catarina, surgem projetos de alto padrão que elevam o valor da região. Destaca-se o Senna Tower, em Balneário Itajaí, com estimativa de 550 metros de altura e VGV de 5 bilhões. O empreendimento tem lançamento feito pela FG Empreendimentos, com preço inicial de 28 milhões por unidade.
Projetos e players de destaque
O Senna Tower é apontado como joia da região, com torres altas que elevam o patamar de preços locais. Em Itajaí, o Bravo Residences by Arthur Casas, na Praia Brava, tem unidades vendidas com valores acima de 85 mil por m². Ao todo, a indústria soma investimentos de bilhões na região.
Conforme analistas, o cenário de juros elevados reduz a demanda por financiamentos, levando investidores a priorizarem ativos de maior rentabilidade. A Selic, quando está alta, influencia a seletividade de quem investe no setor.
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