Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Oferta de gado no Brasil recua, sinalizando pressão global sobre preço da carne

A retração da oferta de gado deve levar queda de cinco vírgula três por cento no abate no Brasil no próximo ano, mantendo o país como maior exportador global e pressionando os preços globais

A alta nos preços dos bezerros no Brasil sinaliza o início de uma nova fase, na qual os pecuaristas passam a reter fêmeas para recompor os rebanhos
0:00
Carregando...
0:00
  • Nos últimos dois anos, a alta na produção de carne bovina no Brasil impulsionou as exportações e pressionou os preços, mas o ciclo começou a se inverter com o aperto na oferta.
  • Pecuaristas têm retido fêmeas, reduzindo o número de animais abatidos e sinalizando o início de uma fase de escassez.
  • A expectativa é de queda de 5,3% no abate no próximo ano, mantendo o Brasil como maior exportador mundial, com previsão de 4,4 milhões de toneladas.
  • A oferta restrita deve sustentar preços globais mais altos, mesmo com demanda internacional ainda firme por proteínas.
  • Enquanto o Brasil enfrenta esse recuo, EUA e outros produtores também veem pressão, devido a custos de ração e cicatrizes na recuperação de rebanhos.

Nos últimos anos, o Brasil ampliou a produção de carne bovina, elevando as exportações e pressionando os preços globais. O cenário está mudando conforme pecuaristas passam a reter fêmeas, reduzindo o abate. O aperto na oferta pode sinalizar novo ciclo de alta dos preços.

O recuo começa a ganhar contornos práticos: a produção doméstica tende a diminuir, e o abate deve recuar no próximo ano. Com isso, o Brasil ainda pode manter o posto de maior exportador mundial, mas com pressão de custos no mercado global.

Dados de mercado indicam que a retenção de novilhas ajuda a recompor o rebanho, atrasando o aumento na oferta de carne. A mudança é vista como resposta ao aperto que se instala na cadeia, levando a custos de criação mais elevados.

A queda esperada no abate é de cerca de 5,3% no próximo ano, segundo projeções de analistas. Isso ocorre após dois anos de expansão, quando o Brasil registrou recordes de exportação e redução de preços no mercado internacional.

Brasil mantém vantagem competitiva por ter gado abundante, mas a oferta restrita coloca pressão sobre os preços globais. EUA enfrentam custos de ração e seca, elevando a demanda por carne importada, inclusive do Brasil.

Mercado global e projeções

Analistas apontam que a recuperação de rebanhos em grandes países deverá ocorrer de forma desigual. O ritmo de retomada pode influenciar futuras variações de preço e disponibilidade.

Dados da consultoria Datagro indicam que a melhora na eficiência reprodutiva pode suavizar o ritmo de queda no abate. Mesmo assim, a projeção para 2025 é de redução entre 5% e 6% na produção brasileira.

As expectativas apontam que o Brasil manterá a liderança nas exportações, com estimativa de cerca de 4,4 milhões de toneladas vendidas ao exterior no próximo ano. Companhias podem intensificar envios aos EUA no início de 2026.

Contribuição de demanda externa

A demanda internacional permanece firme, com compradores como China mantendo compras estáveis. Consumidores globais seguem com apetite por proteínas, mesmo diante de ajustes de preço decorrentes do aperto na oferta.

Empresas e associações do setor destacam que a restrição de oferta tende a sustentar preços, ainda que haja esforços para ampliar a produtividade e reduzir custos de criação. A dinâmica global continua sendo fator-chave para o mercado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais