- CryptoQuant aponta que o Bitcoin pode ter entrado em bear market há aproximadamente dois meses, com sinais técnicos e on-chain negativos desde o início de novembro.
- O sinal decisivo, segundo Julio Moreno, é o preço abaixo da média móvel de um ano, o que costuma marcar mudança de tendência.
- Moreno estima que o fundo do mercado pode ficar entre $56.000 e $60.000 nos próximos meses.
- O preço atual está perto de $88.500, depois de chegar a cerca de $126.080 em outubro e terminar o ano abaixo da abertura de 2025.
- O analista destaca que o ciclo atual é diferente de bear markets passados, com participação institucional crescente e menor risco de colapsos sistêmicos.
Bitcoin pode ter entrado em bear market há cerca de dois meses, aponta Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant. O analista cita sinais técnicos e on‑chain que ficarambearish desde o início de novembro e ainda não se recuperaram.
Segundo Moreno, o indicativo mais decisivo é a cotação abaixo da média móvel de um ano. Esse parâmetro, que representa o preço médio dos últimos 12 meses, costuma marcar a transição para condições de baixa.
Dados recentes mostram a trajetória de Bitcoin. O ativo começou 2025 próximo de 93 mil dólares, atingiu pico em outubro, perto de 126 mil, e encerrou o ano abaixo do nível de abertura. Na sexta, operava em torno de 88,5 mil.
Sinais técnicos e possível desempenho futuro
Moreno afirma que a maior parte dos sinais do bull score da CryptoQuant vem indicando alertas há semanas. O índice varia de 0 a 100 e agrega atividade de rede, lucratividade dos investidores, demanda por Bitcoin e liquidez do mercado.
Se a fase de baixa se confirmar, ele prevê um piso entre 56 mil e 60 mil dólares ao longo do próximo ano. O analista lembra que o preço tende a retornar ao nível realizado pelos atuais detentores durante quedas prolongadas.
Contexto histórico e participação institucional
A queda prevista representa cerca de 55% em relação ao pico histórico. Em bear markets anteriores, as perdas superaram 70% a 80%. Moreno aponta que este ciclo difere por não ter grandes falências sistêmicas até o momento.
Além disso, há maior participação institucional recente, com ETFs e grandes alocadores que costumam comprar com regularidade e tendem a não sair das posições durante recuos. Essa mudança pode atenuar a queda.
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