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Brasil pode ser porto seguro para investimentos chineses, diz economista

Economista diz que o Brasil pode ser porto seguro para investimentos chineses, com a China fortalecendo infraestrutura e logística diante da menor presença dos EUA na região

Lula e Xi Jinping durante visita oficial na China
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  • O economista Elias Jabbour afirma que o Brasil pode se tornar um porto seguro para investimentos chineses, diante de incertezas na América Latina após a ação militar dos EUA na Venezuela.
  • Ele aponta que as empresas e o Estado chinês devem ficar mais seletivos na hora de investir, o que pode favorecer o Brasil a atrair novos aportes.
  • A China tem sido o principal mercado para produtos latino-americanos e vem ampliando atuação em infraestrutura, energia e logística, especialmente pela falta de aportes dos EUA e da Europa.
  • O petróleo da Venezuela representa apenas 4% do abastecimento da China, que importa muito do Oriente Médio, e não é fundamental para o abastecimento chinês.
  • Hoje existem cerca de US$ 60 bilhões em empréstimos reestruturados entre China e Venezuela, além de joint ventures; a China concentra investimentos na região para suprir déficits de infraestrutura, enquanto os EUA não têm capacidade equivalente.

O Brasil pode se tornar um porto seguro para investimentos chineses, especialmente em meio às incertezas na América Latina após a ação militar dos EUA na Venezuela. A avaliação é do economista Elias Jabbour, professor da Uerj, em entrevista ao UOL News – 2ª edição, Canal UOL.

Jabbour afirma que empresas e o Estado chinês devem ser mais seletivos na escolha de onde investir. Segundo ele, isso pode abrir espaço para o Brasil atrair novos aportes e aumentar a participação da região em projetos de infraestrutura, energia e logística.

Contexto regional e papel da China

O economista aponta que a China se consolidou como principal mercado consumidor de produtos latino-americanos e ampliou sua atuação diante da ausência de aportes diretos dos EUA e da Europa. O petróleo venezuelano terá papel pequeno no abastecimento chinês.

Jabbour explica que, na prática, a China já atua na Venezuela por meio de empréstimos reestruturados que somam cerca de US$ 60 bilhões e de várias joint ventures desde a reestruturação da dívida. O país estaria buscando oportunidades no Brasil e na região.

Infraestrutura e investimentos na região

Para o Brasil, o professor sustenta que o déficit de infraestrutura demanda capital externo, e a China tem demonstrado capacidade de aplicar centenas de bilhões de dólares na América Latina. Os investimentos chineses seriam uma alternativa relevante diante das limitações de outros mercados.

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