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Criação de vagas nos EUA desacelera mais do que o esperado em dezembro

Emprego nos EUA desacelera em dezembro, com criação de 50 mil vagas não agrícolas; desemprego cai para 4,4%, fortalecendo expectativa de pausa do Federal Reserve

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Anúncio de feira de emprego em Nova York.
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  • Em dezembro, a criação de empregos fora do setor agrícola ficou em 50.000, abaixo da previsão de 60.000 e revisões de novembro para 56.000.
  • O mercado de trabalho sinalizou um ritmo mais fraco, mantido no que economistas chamam de “não contratar, não demitir”.
  • A taxa de desemprego caiu para 4,4%, fortalecendo expectativas de que o Federal Reserve manterá as taxas de juros estáveis.
  • Economistas esperavam queda de 4,5% na taxa de desemprego em dezembro, com a oferta de trabalhadores ainda restrita.
  • O Fed cortou a taxa de juros para a faixa de 3,50% a 3,75% em dezembro e sinalizou pausa para avaliar a economia.

O crescimento do emprego nos EUA desacelerou em dezembro, conforme dados oficiais, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,4%. A leitura sustenta expectativas de que o Federal Reserve manterá a taxa de juros inalterada neste mês.

O Departamento do Trabalho informou abertura de 50.000 vagas não agrícolas em dezembro, ante 56.000 revisados ​​para baixo em novembro. Economistas consultados pela Reuters previam aproximadamente 60.000 vagas.

O relatório aponta que o mercado de trabalho ficou em ritmo neutro, entre contratar e demitir. Ao mesmo tempo, a economia mostrou expansão, com ganhos de produtividade impulsionados pelo gasto em inteligência artificial.

A taxa de desemprego de novembro foi revisada para 4,5%, de 4,6% previamente. A estimativa de dezembro, segundo a pesquisa da Reuters, indicava queda para 4,5%.

A política monetária segue atento ao ritmo do emprego. Em dezembro, o banco central cortou a taxa de juros em 0,25 ponto, para 3,50% a 3,75%, e sinalizou pausa para observar a trajetória da economia.

A atuação do mercado de trabalho sofreu desaceleração notável ao longo de 2024, conforme analistas, com impactos das políticas comerciais e de imigração. A mudança foi associada a menor demanda por mão de obra.

Segundo o governo, houve revisão na comparação anual: estima-se que 911.000 empregos a menos foram criados nos 12 meses até março de 2025, frente ao informado anteriormente. A revisão será abrangida no relatório de janeiro.

A leitura de dezembro reforça a ideia de que o emprego permanece resiliente, mesmo com sinais de freio econômico. Dados revisados e projeções de curto prazo devem orientar decisões de política econômica.

Perspectivas para a política monetária

As autoridades indicam cautela ao avaliar o ritmo de crescimento, inflação e atividade produtiva. A depender do desempenho do mercado de trabalho, a continuidade de pausas na elevação de juros permanece sob avaliação.

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