- JPMorgan projeta novo ciclo de M&A na América Latina após avanço de 34% em 2025, para US$ 130 bilhões, e mantém cenário de crescimento em 2026.
- México e Argentina devem ganhar destaque, enquanto o Brasil permanece no radar por ser a maior economia da região, mesmo com incertezas eleitorais.
- Valorações continuam atraentes na região, com ativos valiosos que não estavam disponíveis antes, atraindo investidores estrangeiros.
- Transações cross border ganham espaço, com empresas latino-americanas buscando expansionismo nos Estados Unidos para reduzir volatilidade.
- Brasil segue com foco em infraestrutura, energia, óleo e gás, indústria e consumo; México e Argentina recebem otimismo com reformas e acordos comerciais, incluindo USMCA/Pacto.
O JPMorgan projeta a continuidade de um ciclo de crescimento de fusões e aquisições M&A na América Latina, após o salto de 34% no valor das transações em 2025, para 130 bilhões de dólares. A previsão aparece em relatório anual de perspectivas da instituição.
Rafael Munoz, head de M&A para a América Latina, afirma que México e Argentina devem ganhar destaque em 2026, enquanto o Brasil permanece no radar dos investidores por ser a maior economia da região, mesmo com incertezas eleitorais.
Para o banco, os valuations na região continuam atraentes, com ativos valiosos que não estavam disponíveis antes. O cenário aponta para crescimento relevante, mesmo diante de incertezas globais e volatividade nos mercados.
Munoz ressalta que o momento favorece grandes negócios bem estruturados, com foco em escala e diversificação geográfica. A estratégia envolve empresas buscando longo prazo e retorno aos acionistas.
A notícia de 2025 sobre transações cross-border permanece, com interesse de companhias latino-americanas em expandir para os EUA via aquisições. A prática oferece proteção contra volatilidade e ganhos em moeda forte.
O relatório aponta que também cresce a presença de investidores ativistas na região, o que exige adaptação de conselhos e acionistas. O JP Morgan sugere preparação para esse cenário entre clientes.
Brasil permanece visto como ambiente estável para M&A, com continuidade entre 2025 e 2026. Infraestrutura, energia, óleo e gás, indústria e consumo devem continuar atraindo negócios.
México entra no radar por negociações do acordo USMCA, com otimismo sobre renovação e ampliação do tratado. Investidores já sinalizam antecipação de impactos positivos para fluxos de capital.
Argentina recebe expectativa positiva devido ao resultado eleitoral de 2025 e à recuperação econômica, o que tende a incentivar apostas maiores, inclusive com participação de estrangeiros.
Segundo Munoz, compradores e vendedores domésticos lideram o ritmo inicial, mas o interesse externo deve ganhar espaço. O foco permanece na construção de valor de longo prazo e na preparação de estratégias setoriais.
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