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Como a American Airlines se transformou no Brasil, segundo executivo sênior

Brasil permanece núcleo estratégico da American Airlines na América Latina, com expansão seletiva, foco em eficiência e crescimento sustentável após a crise

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Alexandre Cavalcanti, diretor comercial para Miami, América Latina e Caribe da American Airlines
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  • Em 2025, a American Airlines completou 35 anos de operação no Brasil, com uma equipe de cerca de 500 pessoas no país.
  • Alexandre Cavalcanti, diretor comercial para Miami, América Latina e Caribe, integra a empresa há 25 anos, começando como estagiário.
  • Ao longo da carreira, ele enfatizou reestruturações e decisões de longo prazo, abrindo mão de ganhos imediatos para ampliar a presença estratégica.
  • O Brasil permanece entre os mercados mais relevantes da empresa na América Latina, disputando com o México a liderança financeira, com foco em eficiência, rentabilidade e alocação criteriosa de frota, além do hangar de manutenção na região.
  • A estratégia atual é crescer de forma mais seletiva e personalizada por mercado, fortalecendo produto, relacionamento comercial e presença de longo prazo, sem repetir erros do passado.

A American Airlines completou 35 anos de operação no Brasil em 2025. Em meio a ciclos de expansão, retração e reestruturação, o executivo-chave é Alexandre Cavalcanti, diretor comercial para Miami, América Latina e Caribe, que celebra 25 anos na empresa.

Cavalcanti ingressou na American ainda como estagiário e trilhou uma trajetória marcada por decisões que privilegiam experiência e visão de longo prazo sobre cargos imediatos. Hoje, figura central na transformação do negócio no país.

O Brasil é um polo estratégico para a companhia na América Latina. Após a pandemia, a operação brasileira passou a atuar com disciplina maior, foco em rentabilidade e alocação criteriosa de capital, reduzindo impulso de expansão indiscriminada.

Mudança de mentalidade na América Latina

Ele aponta que não existe modelo único para a região. Cada mercado apresenta particularidades, e o que funciona no Brasil nem sempre serve para Argentina ou Chile. A estratégia brasileira ganha robustez com base em eficiência e foco de longo prazo.

O país mantém participação relevante, disputando com o México a liderança financeira na região. Mesmo com frota limitada, há investimentos estruturais, como o hangar de manutenção na região, que reforçam presença e capacidade operacional.

Brasil como centro estratégico

A American amplia gradualmente as frequências a partir do Brasil, sinalizando retomada de demanda. O objetivo é crescer de forma mais seletiva, priorizando produto, relacionamento comercial e sustentabilidade da atuação no longo prazo.

Cavalcanti define a fase atual como de reconstrução estratégica. A empresa ajustou a operação após o choque da pandemia, passando a investir com maior cautela e foco na rentabilidade, sem perder presença relevante no mercado.

A trajetória pessoal do executivo

Formado em parte por escolhas não lineares, Cavalcanti abriu mão de promoções rápidas para ganhar experiência internacional. Trabalhou em operações de transformação, fechamentos de lojas e reorganizações que moldaram o desenho atual da companhia.

A passagem pelos Estados Unidos, com etapas em Miami e Dallas, foi considerada decisiva. Liderar equipes multiculturais ampliou a compreensão de diferentes perspectivas sobre o mesmo problema.

Olhando para o futuro

Hoje, a estratégia da American no Brasil envolve manter o perfil de atuação menos expansionista e mais sofisticado. O foco está em fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros, além de consolidar presença de longo prazo.

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