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São Paulo: cidade mais segura contra bolhas imobiliárias, diz UBS

São Paulo é a cidade mais segura entre 21 metrópoles no UBS Global Real Estate Bubble Index 2025, com índice de -0,10, a menor da série histórica

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Pontuação de São Paulo no UBS Global Real Estate Bubble Index 2025 foi de - 0,10, a menor da série histórica
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  • O UBS Global Real Estate Bubble Index 2025 aponta São Paulo como a cidade mais segura entre 21 metrópoles, com pontuação de -0,10, a menor da série.
  • Miami tem o maior risco de bolha imobiliária do mundo, índice de 1,73, impulsionado por valorização de cerca de 50% nos preços nos últimos cinco anos.
  • Tóquio, com 1,59, e Zurique, com 1,55, também aparecem em zona de alto risco; São Paulo fica à frente de Nova York, Paris e Milão no ranking.
  • Em São Paulo, os preços de venda seguem com dificuldade de acompanhar a inflação, enquanto os aluguéis subiram 5% em termos reais no último ano, sob efeito das altas taxas de juros.
  • O relatório aponta tendência global de redução do risco de bolha desde 2022, com queda de cerca de 15% nos preços médios; possível reativação da demanda dependendo de cortes de juros até 2026, ainda não sinalizados pelo Banco Central do Brasil.

São Paulo é apontada como a cidade mais segura do mundo contra bolhas imobiliárias no UBS Global Real Estate Bubble Index 2025, repetindo a posição de 2023. A pontuação foi de -0,10, a menor já registrada, situando a cidade no campo negativo do ranking entre 21 metrópoles.

O índice avalia o risco de desequilíbrios entre preços, renda e aluguéis, indicando quando preços se afastam de fundamentos econômicos. Em São Paulo, a relação preço-renda permanece estável desde 2022, segundo o estudo.

Miami lidera o ranking de maior risco de bolha, com índice de 1,73, impulsionado por valorização de 50% nos últimos cinco anos. A cidade aparece como a de maior vulnerabilidade entre as monitoradas.

Outras cidades com alto risco são Tóquio, 1,59, e Zurique, 1,55. Em paralelo, a classificação aponta quatro cidades em risco elevado, sete em moderado e quatro em baixo. A metodologia acompanha a relação preço-aluguel, crédito e atividade de construção.

No caso de São Paulo, os aluguéis avançaram 5% em termos reais no último ano, mas os preços de venda não acompanham a inflação devido às altas taxas de juros de financiamento no Brasil. A dinâmica difere de mercados aquecidos como Miami.

A análise destaca ainda sinais de redução global de risco. Desde 2022, os preços médios caíram cerca de 15%, como reflexo do aperto monetário e do menor impulso de alavancagem no setor imobiliário. As autoridades apontam impactos de juros elevados na contenção de bolhas.

Além de Miami, o estudo cita Tóquio e Zurique como casos de alto risco, com Paris e Londres entre as de baixo a moderado. A variação entre cidades decorre de fatores como crescimento de renda, disponibilidade de crédito e políticas urbanas.

Para o cenário futuro, o UBS enfatiza mudanças demográficas e demanda por infraestrutura. Há expectativa de que o envelhecimento e melhorias em serviços possam atrair moradores de volta aos centros, caso a economia permita cortes de juros no horizonte até 2026.

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