- Ricos dos Estados Unidos buscam imóveis de maior porte para acomodar filhos, pais e avós, em busca de moradias multigeracionais.
- Millennials e geração X lideram esse movimento, valorizando casas que atendam a crianças pequenas e idosos.
- Quase uma em cada cinco compras de imóveis de luxo envolve famílias que moram com parentes além do núcleo familiar imediato.
- Há demanda por casas de hóspedes, unidades independentes e suítes com salas de estar ou escritório para manter privacidade entre gerações.
- Em Nova York e Miami, prédios e áreas contíguas ganham espaço para integração multigeracional, influenciando projetos de novos empreendimentos.
Nos Estados Unidos, o mercado de luxo mostra demanda crescente por imóveis capazes de acomodar famílias amplas, incluindo avós e netos. Relatório Luxury Outlook 2026, da Sotheby’s International Realty, aponta que Millennials e Geração X lideram esse movimento, buscando casas com espaços multigeracionais.
A pesquisa destaca que quase uma em cada cinco compras de alto padrão envolve planos de morar com parentes além do núcleo familiar imediato. Compradores de alta renda buscam casas de hóspedes, suítes com áreas independentes e maior privacidade em ambientes integrados.
No contexto das grandes cidades, Nova York e Miami aparecem como mercados com demanda por unidades contíguas que viabilizem convivência entre gerações. A tendência já influencia projetos de arquitetos e incorporadores, com aumento do número de suítes em um mesmo imóvel.
Essa adaptação não se limita a reformas: passa a influenciar o desenho de novos empreendimentos, incluindo salas de estar, áreas de escritório privadas e banheiros privativos em dormitórios. Pequenos diferenciais visam promover igualdade entre gerações na decisão de compra.
Segundo Bradley Nelson, diretor global de marketing da Sotheby’s, as famílias de alta renda se beneficiam de um portfólio de imóveis de alto padrão em diferentes locais. A prática facilita a gestão de moradias para diversos membros da família.
O relatório aponta ainda a diversidade de formatos da convivência multigeracional. Compartilhamento de áreas comuns pode ocorrer de forma permanente ou sazonal, em casas de veraneio ou chalés de lazer, como nos Hamptons ou Aspen.
Entre as tendências, destaca-se a busca por privacidade e segurança. Mesmo com queda de crimes em vários mercados, gastos com segurança residencial inteligente devem alcançar US$ 39 bilhões até 2029, segundo a Statista.
Nova York mantém confiança de longo prazo, com ritmo de vendas de 2025 robusto, especialmente em apartamentos de luxo. O mercado local recebeu impulso após a eleição de um prefeito com perfil diferente, segundo o relatório.
O estudo indica ainda um “mercado em dois níveis”: corretores de imóveis de pelo menos US$ 10 milhões mostraram otimismo, enquanto o segmento intermediário apresenta mais incerteza. Compradores de alta renda costumam ser menos sensíveis a quedas macroeconômicas.
No fim, a análise compara o comportamento do setor a outros setores premium, como a aviação, em que a demanda por classes superiores cresce mais rápido. Apesar de variações, os fundamentos do consumidor de luxo permanecem sólidos, segundo a pesquisa.
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