Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Teto do INSS sobe para R$ 8.475 e afeta benefícios acima do salário mínimo

INSS eleva teto a R$ 8.475,55 com reajuste de 3,90% apenas para quem já recebia benefício em 1º de janeiro; pagamentos a partir de fevereiro de 2025 terão correção proporcional

Previdência Social, INSS, aposentadoria — Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • O teto dos benefícios do INSS sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55, com reajuste de 3,90% para quem já recebia o benefício em 1º de janeiro.
  • Quem passou a receber aposentadoria ou pensão a partir de fevereiro de 2025 terá correção proporcional, já que não completou 12 meses de pagamento, segundo a data de concessão.
  • O reajuste de 3,90% vale para o piso e para benefícios acima do salário mínimo apenas para os segurados que já recebiam o benefício em 1º de janeiro; quem recebe salário mínimo tem reajuste automático.
  • O salário mínimo passou a valer R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro, acompanhando o reajuste do piso.
  • Do INPC de 2025, houve alta de 3,90% no ano; em dezembro houve alta de 0,21%.

Aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefícios acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% na remuneração, com base no INPC divulgado na sexta-feira (9). O teto dos benefícios passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (12).

O reajuste de 3,90% vale apenas para quem já recebia benefício em 1º de janeiro. Quem começou a receber aposentadoria ou pensão a partir de fevereiro de 2025 terá correção proporcional, conforme o mês de concessão. Quanto mais recente a concessão, menor o índice aplicado.

Para segurados que recebem salário mínimo de benefício, o reajuste acompanha o piso e é automático. O salário mínimo passou a valer R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro.

Reajustes mensais e cenário do INPC

Os índices mensais de reajuste variam ao longo do ano conforme a data de concessão. Janeiro e Fevereiro mantêm 3,90%, depois vêm quedas progressivas, chegando a 0,21% em dezembro.

No acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, abaixo dos 4,77% registrados em 2024. Em dezembro, a alta de alimentos foi de 0,28%, enquanto itens não alimentícios cresceram 0,19%.

Regiões e impactos por grupo de itens

Entre as regiões, Porto Alegre registrou a maior variação de dezembro, influenciada pela energia elétrica e carnes. Curitiba teve a menor variação, com quedas em energia elétrica e frutas. No ano, alimentação subiu 2,63% e não alimentícios 4,32%.

A variação regional mais alta do acumulado de 2025 ocorreu em Vitória, impulsionada pela energia elétrica e pelo aluguel. Os custos com habitação tiveram alta de 6,78% ao longo do ano, enquanto alimentação subiu 2,63%.

Como ficam os valores por grupo

  • Alimentação e bebidas: 2,63%
  • Habitação: 6,78%
  • Artigos de residência: -0,20%
  • Vestuário: 4,58%
  • Transportes: 2,64%
  • Saúde e cuidados pessoais: 5,20%
  • Despesas pessoais: 5,63%
  • Educação: 5,99%
  • Comunicação: 0,48%

INPC e o cálculo de reajuste

O INPC é utilizado como índice de reajuste de aposentadorias desde 2003. Ele é calculado pelo IBGE e abrange famílias de 1 a 5 salários mínimos, com chefe assalariado, em várias regiões metropolitanas. O IPCA, por sua vez, é a inflação oficial para famílias de 1 a 40 salários mínimos.

Perspectivas para 2026

Para o grupo de quem já contribuía antes da reforma da Previdência, as regras de transição previstas desde 2019 trazem mudanças graduais até 2031. Em 2026, a idade mínima para mulheres sobe para 59 anos e 6 meses, e para homens, 64 anos e 6 meses, mantendo tempo de contribuição de 30 (mulheres) e 35 (homens). A regra dos pontos também é ajustada, com 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais