- Governos de bancos centrais de todo o mundo emitem nota conjunta de “total solidariedade” ao chair do Federal Reserve, Jerome Powell, diante de críticas de Donald Trump à sua independência.
- Assinaram a nota nove dirigentes, incluindo Andrew Bailey (Banco da Inglaterra) e Christine Lagarde (Banco Central Europeu), coordenada pelo Banco de Compensações Internacionais, em Basileia.
- A carta afirma que a independência dos bancos centrais é fundamental para a estabilidade de preços, financeira e econômica, e deve ser preservada com respeito ao Estado de direito.
- Powell chamou a atuação do Departamento de Justiça de “ação sem precedentes” e disse que o caso envolve suposto uso inadequado de recursos públicos vinculados a uma reforma no prédio da instituição.
- Entre os signatários estão também os governadores de bancos centrais da Suécia, Dinamarca, Suíça, Brasil, Coreia do Sul e Canadá; Powell deve deixar o cargo em maio.
Global central banks divulgaram uma declaração conjunta para expressar total solidariedade ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, diante de críticas à sua independência feitas pela Casa Branca.
A nota foi assinada por nove governadores de bancos centrais, entre eles Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra, e Christine Lagarde, da ECB. A coordenação ficou a cargo do BIS, com sede em Basel.
Segundo o texto, a independência das instituições é essencial para a estabilidade de preços, financeira e econômica, defendendo o Estado de direito e a responsabilização democrática.
Powell, nomeado em 2018, tem enfrentado críticas de Donald Trump por não reduzir juros rapidamente o suficiente. O chair do Fed afirmou estar sob investigação do DoJ por suposto uso indevido de recursos.
A pressão ocorreu em meio a uma declaração em vídeo de Powell sobre uma acusação que, segundo o DoJ, envolve obras de renovação no prédio da instituição. O DoJ não detalhou o caso.
Powell tem previsão de deixar o cargo em maio, e o marido de Trump deve anunciar o substituto nos próximos dias, alimentando especulações sobre a continuidade da política monetária.
Entre os signatários da mensagem histórica estão também governadores de bancos centrais da Suécia, Dinamarca, Suíça, Brasil, Coreia do Sul e Canadá.
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