- Trump anuncia tarifa de 25% para países que mantêm negócios com o Irã, com validade imediata, conforme publicação em redes sociais.
- A ordem executiva entra em vigor de forma instantânea; não ficou claro se atinge apenas novas transações ou também negócios existentes.
- O Brasil pode ser afetado, já que mantém relação comercial com o Irã; em 2025, importou US$ 84,5 milhões do Irã (ureia, pistache, uvas secas) e exportou US$ 2,9 bilhões (milho, soja, açúcar).
- Itamaraty e Presidência não se manifestaram até a última atualização.
- Histórico de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil: em abril de 2025 houve tarifa adicional de 10%, em julho subiu para 40% (entrada em vigor em 6 de agosto), com exceções; atualmente, 22% das exportações brasileiras para os EUA permanecem com tarifas elevadas e 36% entram sem encargos adicionais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 25% sobre qualquer país que mantenha negócios com o Irã, com efeito imediato, segundo publicação nas redes sociais. A medida pode ser implementada via ordem executiva, ainda sem divulgação formal. O objetivo não foi detalhado.
O governo brasileiro afirmou que aguardará a publicação da ordem para avaliar impactos no Brasil. Não houve comunicado oficial do Itamaraty ou da Presidência até a última atualização.
Dados de 2025 mostram que o Brasil importou cerca de US$ 84,5 milhões do Irã, principalmente ureia, pistache e uvas secas. As exportações para o Irã somaram US$ 2,9 bilhões, com milho, soja e açúcar entre os itens mais relevantes.
Contexto internacional e histórico de tarifas
A medida de Trump ocorre em meio a um histórico de disputas comerciais entre EUA e parceiros. Em abril de 2025, os EUA já aplicavam tarifas recíprocas sobre produtos brasileiros.
Em julho de 2025 houve novo aumento de tarifas, elevando a cobrança para até 50% em alguns itens, com entrada em vigor em agosto e uma lista extensa de exceções. Parte das exportações brasileiras passou a pagar a sobretaxa de 40%.
Mesmo com a retirada de parte da sobretaxa em alguns itens, aproximadamente 22% das exportações brasileiras para os EUA permaneceram sujeitas a tarifas elevadas, e apenas 36% das vendas entraram no mercado americano sem encargos adicionais.
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