- A Leitura planeja abrir nove novas lojas e crescer entre 12% e 15% em 2026, com quase 10% de expansão vindo das vendas relacionadas à Copa do Mundo.
- No total, a rede pode registrar até 25% de crescimento no ano, com foco em fortalecer comunidades dentro das lojas.
- A empresa realiza cerca de 3.000 eventos por ano, buscando ter ao menos uma loja de referência por cidade.
- O modelo é familiar: dois terços da companhia pertencem à família, e gerentes de novas unidades viram sócios, com prazo de até três anos para a loja atingir rentabilidade.
- São 133 lojas em 61 cidades, com foco em cidades acima de 250 mil habitantes; a primeira unidade no Acre deve abrir em abril, após expansão para o Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A Leitura, maior rede de livrarias físicas do Brasil, planeja crescer em 2026 com a abertura de nove lojas novas e expansão do faturamento em dois dígitos. O objetivo é chegar a um aumento total de cerca de 25% no ano, combinando crescimento orgânico com efeito não recorrente das vendas de Copa.
Segundo o CEO Marcus Teles, o ritmo de crescimento fica entre 12% e 15% no ano, com aporte extra de quase 10% vindo das vendas ligadas à Copa do Mundo e aos álbuns de figurinhas. O efeito é considerado não recorrente.
A estratégia da rede privilegia a construção de comunidades dentro das livrarias, com eventos e espaços para jogos de tabuleiro, clubes do livro e lançamentos de títulos. A meta é ter pelo menos uma loja de referência nesse perfil em cada cidade.
Estrutura e experiência nas lojas
A Leitura aposta na customização das unidades. Em Campinas (SP), a megastore de 1.750 m² reserva 200 m² para revistas em quadrinhos e jogos, refletindo a aposta por experiências de compra que vão além da venda de livros.
A rede utiliza uma promoção de proximidade com a comunidade local para impulsionar as vendas, segundo Teles, reforçando a presença em cidades maiores e com menos oferta de grandes livrarias.
Sobre a origem e o modelo de gestão
Fundada em Belo Horizonte (MG) em 1967, a empresa é controlada pela família Teles, que detém dois terços do capital. O terço restante fica com sócios-gerentes, escolhidos para crescer sem perder o DNA familiar.
O modelo prevê que 70% dos gerentes sejam sócios da unidade, com prazo de até três anos para rentabilizar cada loja. Caso não atinja esse objetivo, a loja pode fechar.
A expansão já atingiu 133 lojas em 61 cidades, com presença em quase todos os estados, exceto Paraná, Roraima e Acre. A primeira unidade acreana deve abrir em abril deste ano.
Localização e público
O foco está em cidades com mais de 250 mil habitantes e em regiões com menor presença de grandes livrarias. O público-alvo privilegia as faixas A, B e C, presentes principalmente em shoppings.
A empresa também aproveitou o recuo de rivais como Saraiva e Livraria Cultura, que passaram por recuperação judicial em 2018 e falência subsequente. A Leitura manteve o ritmo de expansão sem assumir dívidas pesadas.
Atualmente, 73% das vendas vêm de livros, 23% de papelaria e o restante de itens correlatos, como jogos. A direção acredita que o choque entre livrarias físicas e o digital já está menos intenso.
Entre na conversa da comunidade