- Em 2025, 32% dos consultores financeiros alocaram crypto em contas de clientes, ante 22% em 2024.
- 94% dos consultores receberam perguntas sobre crypto e 56% possuem crypto pessoalmente.
- Entre os canais, RIAs lideram com 42% relatando alocação, seguidos por representantes de wirehouse com 35%.
- A possibilidade de comprar crypto em contas de clientes subiu para 42% (contra 35% em 2024); 58% disseram não poder ou não ter certeza.
- 74% dos clientes investiram em crypto fora da relação de consultoria; a distribuição de exposição é, em geral, moderada (83% com menos de 5%, 64% com mais de 2%).
O interesse dos assessores em criptomoedas permanece firme em 2025, com 94% recebendo perguntas de clientes e 56% mantendo criptomoedas em carteira pessoal. O cripto deixa de ser curiosidade e passa a compor linha de ativos de clientes.
Um levantamento conjunto da Bitwise e da VettaFi mostrou que 32% dos assessores alocaram criptomoedas em contas de clientes em 2025, ante 22% em 2024, atingindo o maior patamar já registrado.
O estudo reuniu 299 respostas elegíveis de consultores entre RIAs, representantes de wirehouse e de corretoras, com o período de coleta de 31 de outubro a 8 de dezembro de 2025.
A demanda de clientes manteve-se estável, refletindo nas próprias respostas dos assessores. Quase unanimidade: 94% receberam questionamentos sobre crypto, e 56% reportaram possuir ativos digitais em seu portfólio pessoal.
As taxas de alocação variaram por canal. RIAs lideraram com 42% que alocam crypto em contas de clientes, seguidos por representantes de wirehouses com 35% e outros profissionais com 33%.
Acesso a produtos também avançou. 42% dos assessores disseram poder comprar crypto em contas de clientes, ante 35% em 2024; 58% ainda não podiam ou não tinham clareza sobre o acesso.
A participação de clientes em cripto fora da relação de consultoria permaneceu elevada: 74% investiram nesses ativos em 2025, contra 71% em 2024, o que indica espaço para integração no planejamento de riqueza.
Em termos de concentração, 83% dos portfólios com cripto tinham menos de 5% de exposição. Além disso, 64% ultrapassaram 2% de alocação, crescendo a fatia que fica acima desse patamar em relação ao ano anterior.
Quando ocorrem novas avaliações de alocação, a maior parte vem de fontes já conhecidas: ações respondem por 43%, seguido de caixa com 35%; suínas menos relevantes incluem commodities, títulos e ouro.
Expectativas para 2026
Entre os que não alocaram criptomoedas, 18% pretendem ou consideram acrescentar exposição em 2026, e 38% avaliam a possibilidade. Já quem já alocou, 99% planejam manter ou aumentar a exposição.
A preferência de produto indica foco em ETFs de ações de cripto como principal linha para 2026. Outros formatos reportados incluem ETFs de crypto à vista (16%), fundos de índice diversificados de cripto (14%), soluções multistratégia (13%) e estratégias de geração de renda (9%).
Principais entraves à adoção continuam sendo volatilidade, questões regulatórias e restrições administrativas de escritórios centrais, segundo o levantamento da Bitwise e VettaFi.
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