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Saks Global entra com falência após aquisição que provocou colapso financeiro

Saks Global pede proteção contra falência após aquisição, com financiamento de 1,75 bilhão de dólares e nova CEO, enquanto dívidas ameaçam o futuro do luxo nos EUA

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Exterior view of signage at the Saks Fifth Avenue department store in New York
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  • Saks Global pediu proteção contra falência em Houston, nos EUA, após a aquisição que reuniu Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus.
  • O processo busca reestruturação da dívida ou venda da empresa; a varejista informou que as lojas devem permanecer abertas por ora.
  • A empresa conseguiu um pacote de financiamento de 1,75 bilhão de dólares e nomeou o novo CEO Geoffroy van Raemdonck, substituindo Richard Baker.
  • Entre os credores não assegurados estão Chanel e a Kering (proprietária da Gucci), totalizando centenas de milhões de dólares; LVMH aparece também entre os credores não assegurados.
  • O acordo de compra, em 2024, envolveu 2,7 bilhões de dólares e contou com dívidas e aportes de investidores como Amazon, Salesforce e Authentic Brands; estima-se que haja de 10 mil a 25 mil credores.

Saks Global pediu proteção contra falência nesta terça-feira, em um dos maiores colapsos do varejo desde a pandemia, pouco mais de um ano após a fusão que reuniu Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus. A empresa informou que suas lojas permaneceriam abertas por ora.

O consórcio financeiro fechou um acordo de financiamento de US$ 1,75 bilhão e nomeou um novo CEO. Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO da Neiman Marcus, substituirá Richard Baker, responsável pela estratégia de aquisição que deixou a empresa endividada.

A Saks Fifth Avenue, braço de varejo, apresenta ativos e passivos entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões, conforme documentos apresentados ao tribunal de falências em Houston, Texas. O processo visa permitir reestruturação de dívidas ou venda, evitando liquidação.

Situação financeira e financiamento

A operação de financiamento prevê um empréstimo de custeio de US$ 1 bilhão (debtor-in-possession) de um grupo de investidores, com liderança da Pentwater Capital Management e Bracebridge Capital. A operação também disponibiliza US$ 240 milhões em crédito lastreado.

Ao sair da proteção, a Saks Global terá acesso a US$ 500 milhões em financiamento adicional do grupo de investidores, conforme o plano. A expectativa é de conclusão do processo de reestruturação ainda neste ano.

Entre os credores não garantidos estão grifes de luxo, como Chanel e Kering (Gucci), com reprovação estimada entre US$ 60 milhões e US$ 136 milhões, conforme a documentação. A LVMH aparece como credor não garantido com cerca de US$ 26 milhões.

O conjunto de credores, segundo o tribunal, varia entre 10.001 e 25.000. Em 2024, Baker liderou a aquisição da Neiman Marcus pela Hudson’s Bay Co, que já possuía a Saks desde 2013, reunindo três nomes históricos do luxo americano.

Origem da dívida e participação de investidores

O acordo de US$ 2,7 bilhões combinou financiamento por dívida e aportes de investidores, incluindo Amazon, Salesforce e Authentic Brands. Amazon e Authentic Brands são citados como investidores de capital na operação original de criação da Saks Global.

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