Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Banco Central decreta liquidação da Reag por suspeita de ligação com Master e PCC

Banco Central liquida CBSF DTVM (Reag) por violações; suspeita envolve recursos do PCC e do Banco Master, com fundos sob gestão permanecendo ativos no mercado

A Reag chegou a abrir capital na bolsa de valores, no começo do ano passado. (Foto: Cauê Diniz/divulgação Reag)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Banco Central decretou, nesta quinta-feira 15 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (nova denominação da Reag Investimentos).
  • A instituição é investigada por suposta gestão de fundos de investimentos com recursos do PCC e, mais recentemente, com o Banco Master.
  • A decisão aponta graves violações às normas que regem as instituições do Sistema Financeiro Nacional e atinge a CBSF, que detém menos de 0,001% dos ativos das corretoras.
  • O ex-CEO da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de ações da Polícia Federal na segunda fase da operação Compliance Zero, ligada a Vorcaro, dono do Banco Master; a Reag já havia mudado a razão social para Arandu Investimentos.
  • Os fundos administrados pela Reag continuam ativos no mercado, mas a empresa responsável pela administração foi atingida; a liquidação da CBSF não envolve a fiscalização de outras corretoras.

O Banco Central decretou nesta quinta-feira a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., antiga Reag Investimentos. A decisão envolve a instauração de processo de liquidação de uma instituição do segmento S4, citando graves violações às normas do SFN. A CBSF detém menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro.

Segundo o BC, a medida se aplica a uma empresa com histórico recente de mudança de denominação e com participação em operações de captação na B3, aberta ao público no início de 2025. A decisão impede a continuidade de atividades como administradora de recursos, e bloqueia bens dos controladores e ex-administradores, conforme o comunicado do BC.

A apuração aponta ligações com operações ligadas ao Banco Master e, mais antiga, com suspeitas de uso de recursos de organizações criminosas. O ex-CEO da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de investigações em fases anteriores, incluindo ações relacionadas à operação Compliance Zero pela Polícia Federal. A PF também investigou a participação de fundos sob gestão da Reag em operações vinculadas ao tráfico.

Após a divulgação das investigações, a Reag alterou sua razão social para Arandu Investimentos na tentativa de mitigar impactos reputacionais. Investigações apontaram que fundos geridos pela instituição tinham relação com o PCC, com volumes estimados em bilhões de reais, em especial fundos sediados na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Ainda que a liquidação tenha sido decretada, os fundos geridos pela CBSF continuam ativos no mercado, permanecendo apenas a instituição gestora sob a decisão do BC. O BC informou que continuará acompanhando o andamento das apurações e eventual responsabilização administrativa ou encaminhamentos a autoridades competentes.

Corretora na mira do BC

Além da CBSF, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Advanced Corretora de Câmbio Ltda., com sede em São Paulo, sem estabelecer, no entanto, relação de ligação entre as duas empresas. O BC aponta que a Advanced apresentava quadro econômico-financeiro comprometido e violações às normas do SFN.

De acordo com o BC, as operações da Advanced representaram 0,081% do volume financeiro e 0,14% das operações de câmbio no país em 2025. O comunicado completo do BC detalha os motivos da liquidação e as medidas administrativas cabíveis.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais