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CSN contrata assessores para venda de ativos e redução da dívida

CSN contrata assessores para vender ativos-chave, reduzir dívida; meta levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões até 2026, com foco em infraestrutura e cimento

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
A CSN é uma das maiores siderúrgicas do país e faz parte de um grupo empresarial com negócios em outras áreas (Foto: Dado Galdieri/Bloomberg)
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  • A CSN contratou assessores para vender ativos-chave com o objetivo de reduzir o endividamento.
  • Os ativos em foco são a participação na CSN Infraestrutura (portos, ferrovias e logística) e o controle da unidade de cimento.
  • A empresa pretende assinar os acordos no segundo semestre e mirar reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões — cerca de metade da dívida — a partir de 2026.
  • O CEO, Benjamin Steinbruch, afirmou que juros altos e a concorrência de produtos importados dificultam investimentos e crescimento.
  • A CSN planeja destinar recursos para áreas prioritárias como mineração, infraestrutura e energia, busca parceiro estratégico para modernizar o negócio de aço e projeta chegar a 65 milhões de toneladas de minério por ano até 2030.

A CSN contratou assessores para vender ativos-chave com o objetivo de reduzir seu pesado endividamento. A iniciativa envolve a CSN Infraestrutura, que atua com portos, ferrovias e logística, e o controle da unidade de cimento. A empresa pretende assinar os acordos no segundo semestre.

Segundo o CEO Benjamin Steinbruch, as concessões visam enfrentar taxas de juros altas e a concorrência de importados desorganizada, fatores que limitam investimentos e crescimento da companhia. A declaração ocorreu em transmissão a investidores na quinta-feira.

A CSN também sinalizou a possibilidade de ofertas públicas iniciais de empresas do grupo como opção de desalavancagem, mas definiu meta concreta de redução de dívida entre 15 bilhões e 18 bilhões de reais a partir de 2026, aproximadamente metade do endividamento atual.

A estratégia de desinvestimento busca reduzir custos de financiamento para áreas prioritárias, como mineração, infraestrutura e energia, fortalecendo o balanço da empresa, conforme informou a companhia.

A CSN (CSNA3) projeta elevar a produção de minério de ferro para até 65 milhões de toneladas por ano até 2030, diante de uma projeção anterior de 47,5 milhões para 2026-27. A meta acompanha o processo de desalavancagem.

A empresa também busca um parceiro estratégico para modernizar o negócio de aço, origem do conglomerado, segundo fontes próximas ao processo. O anúncio provocou reação positiva nos títulos em dólar, com alta de mais de 5 centavos para vencimento em 2030, segundo a Trace.

Analistas destacam que, apesar do caráter cíclico do setor, a CSN tem ativos relevantes que sustentam a desalavancagem e a compressão de spreads, mas o crédito continuará pressionado até a entrega efetiva dos ganhos.

Fonte principal: Bloomberg.

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