- O México afirma que o USMCA está firme e que as três nações concluirão uma extensão, com prazo de revisão até 1º de julho.
- O ministro da Economia, Marcelo Ebrard, disse que o país já avança na fase de revisão do tratado e teve progresso nos pontos de interesse das partes.
- O ex-presidente Donald Trump voltou a duvidar do acordo, dizendo que não há vantagem e que é irrelevante durante visita a uma fábrica da Ford, em Dearborn.
- Analistasceptam que as negociações se estendam até 2026, com expectativa de que a extensão do pacto ocorra após as eleições de meio mandato nos Estados Unidos.
- Mesmo com a possível extensão, tarifas sobre exportações mexicanas devem permanecer, segundo especialistas, incluindo as impostas sobre aço, alumínio e carros.
Mexico afirma que USMCA permanece firme e pode ser ampliado
O ministro mexicano da Economia, Marcelo Ebrard, garantiu nesta quinta-feira que o acordo comercial trilateral USMCA continua em vigor e pode ser estendido. Ele ressaltou que o país já está na fase de revisão do tratado e tem prazo até 1º de julho para concluir as negociações.
A declaração ocorreu durante a coletiva diária do governo da presidente Claudia Sheinbaum, em Cidade do México. Ebrard comentou que houve progresso em todos os pontos de interesse das partes envolvidas.
Trump duvida do acordo e cria incerteza
Na mesma semana, o ex-presidente Donald Trump foi responsável por lançar dúvidas sobre o futuro do USMCA ao sugerir que não vê vantagens na parceria. Ele fez as declarações durante viagem a uma fábrica da Ford no Michigan.
O contexto geopolítico acirrado eleva a cautela de governos e agentes do setor privado. Analistas afirmam que a revisão pode se estender até 2026, com negociações aprofundadas apenas no segundo semestre do próximo ano.
Perspectivas de extensão e juros sobre exportações
Especialistas apontam que, mesmo com a eventual extensão por mais 16 anos, tarifas podem permanecer. A avaliação é de que impostos sobre uma ampla gama de exportações mexicanas devem continuar, independentemente do desfecho da extensão.
Executivos do setor privado também destacam que as tarifas já aplicadas, como as de aço, alumínio e automóveis, mantêm pressão sobre a competitividade mexicana. A expectativa é de que o processo de revisão seja demorado e politicamente sensível.
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