- Polygon Labs dispensou até 30% dos seus funcionários como parte da integração pós‑aquisição, segundo várias fontes e postagens de empregados.
- Os cortes ocorrem após a anunciada aquisição de Coinme e Sequence, em operações que somam mais de US$ 250 milhões para criar o Open Money Stack.
- A estratégia foca em infraestrutura de pagamentos, carteiras digitais e liquidação de transações, com reorganização para enfatizar esses pilares.
- O CEO Marc Boiron disse que as mudanças são estruturais, não relacionadas ao desempenho, e que o quadro de funcionários deve permanecer próximo do atual, porém com mais foco em pagamentos e carteiras.
- Coinme traz presença regulatória nos EUA com atuação em 48 estados e mais de 50 mil caixas de criptomoedas, enquanto Sequence oferece carteiras embarcadas e ferramentas cross-chain.
Polygon corta equipe em meio a estratégia de pagamentos e aquisições
A Polygon Labs está discutindo uma reorganização após anunciar aquisições de até 250 milhões de dólares. Fontes afirmam que o total de demissões pode alcançar cerca de 30% do quadro, principalmente relacionadas à integração pós-compra. A confirmação oficial ainda não foi divulgada.
As compras anunciadas foram da Coinme, especializada em pagamentos em moedas estáveis, e da Sequence, plataforma de carteira e desenvolvimento. O objetivo é criar o que a empresa chama de Open Money Stack, um sistema on-chain de pagamentos com infraestrutura regulatória.
Em entrevista, o CEO Marc Boiron descreveu a mudança como estratégica: consolidar funções críticas e alinhar equipes ao foco em pagamentos e carteiras digitais. Segundo ele, as mudanças são estruturais e não indicam desempenho ruim, com a cabeça de quadro mantendo-se estável após a integração.
Coinme traz uma rede de conformidade nacional com atuação em 48 estados e mais de 50 mil caixas e quiosques de criptomoedas, oferecendo rampas fiat-on e off-ramp em escala. Sequence fornece carteiras embutidas e ferramentas entre cadeias para simplificar gerência de gás, bridgings e trocas.
Funcionários que saíram sinalizam reações diversas. Alguns descrevem o processo como doloroso, mas destacam otimismo quanto ao futuro da Polygon. Outros já buscam oportunidades em áreas operacionais, desenvolvimento de negócios e gestão de ecossistema.
Histórico de reestruturações já acompanha a empresa. Nos últimos dois anos, houve reorganizações e cortes, incluindo redução de cerca de 19% do quadro e spin-offs de Polygon Ventures e Polygon ID no início de 2024. Executivos disseram que moves visavam reduzir complexidade.
A Polygon mantém que a posição financeira continua sólida. A receita de taxas do protocolo, desde janeiro de 2026, superou 1,7 milhão de dólares, segundo indicadores publicados, sugerindo que as demissões respondem a nova prioridade estratégica, não à falta de capital.
A direção ocorre em meio a uma onda de reestruturações no setor de criptomoedas, com empresas revisando custos e foco após anos de expansão. Esta semana, outras companhias também anunciaram ajustes de quadro e modelos operacionais mais enxutos.
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