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Scania vê futuro móvel como eclético, não apenas elétrico

Scania projeta mix de 40% eletrificação, 40% biocombustíveis e espaço para diesel/hidrogênio, visando economia e ecletismo na transição

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  • Christopher Podgorski, CEO da Scania Latin America, afirma que o futuro do transporte pesado é eclético, não apenas elétrico.
  • A Scania já atua com tração elétrica e a gás, seguindo avançando até o diesel, com ganhos de cerca de 20% de eficiência na última década.
  • Tecnologias são complementares e o principal critério é o custo total de propriedade (TCO), não uma hierarquia entre opções.
  • Projeção de longo prazo aponta um mix de 40% eletrificação, 40% biocombustíveis e espaço residual para diesel e hidrogênio, dependendo da viabilidade econômica.
  • O desafio envolve criar um ecossistema adequado de infraestrutura e escala; o Brasil pode liderar a transição se as decisões forem economicamente fundamentadas.

Christopher Podgorski, CEO da Scania Latin America, apresentou nesta entrevista ao POWER, do Brazil Journal, a visão da fabricante sobre a descarbonização do transporte pesado. O executivo destacou que o futuro é diverso, não exclusivamente elétrico, e que diferentes tecnologias devem coexistir.

Segundo Podgorski, não há hierarquia entre soluções como ônibus elétricos e a gás. Ele lembra que o mais importante é o custo total de propriedade (TCO) para operadores e citou a complementaridade entre tecnologias, não a competição entre elas.

O executivo ressaltou que o avanço exigirá um *step change*: usar combustíveis renováveis onde for economicamente viável e eletrificação onde fizer mais sentido. Em grandes centros, a eletrificação pode ser viável; em rotas logísticas e de longa distância, biocombustíveis ganham espaço.

Cenário de mix

Com base em estudos recentes, a Scania projeta um mix de longo prazo com aproximadamente 40% de eletrificação, 40% de biocombustíveis e espaço residual para diesel e hidrogênio. O diagnóstico é de que o futuro é eclético.

Para Podgorski, o Brasil tem condições de liderar a transição energética, desde que decisões considerem viabilidade econômica, infraestrutura e escala. No fim, o que impera é o business case. A conclusão permanece firme: a transição precisa de um novo ecossistema.

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