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Revolut solicita licença bancária no Peru e mira expansão na América Latina

Revolut solicita licença bancária no Peru, expandindo atuação na América Latina, já com licença no México e avanços na Colômbia e Argentina

Empresa planeja atingir 100 milhões de clientes em todo o mundo. (Foto: Betty Laura Zapata/Bloomberg)
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  • A Revolut pediu licença bancária no Peru para ampliar sua presença na América Latina e oferecer serviços financeiros locais aos peruanos.
  • A fintech já possui licença no México, foi aprovada para criar banco na Colômbia e adquiriu um banco na Argentina; opera no Brasil com licença de crédito.
  • O CEO da Revolut Peru, Julien Labrot, afirma que os concorrentes já estabelecidos serão os principais adversários, não havendo grandes players como Nubank ou Mercado Pago.
  • A licença permitiria lançar uma gama de produtos e serviços localizados, com remessas e transações em várias moedas como vantagem; estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas no Peru recebem dinheiro do exterior.
  • A expansão faz parte de um plano global de chegar a 100 milhões de clientes e gerar US$ 100 bilhões de receita anual.

A Revolut pediu uma licença bancária no Peru, ampliando sua presença na América Latina. A fintech, sediada em Londres, mira oferecer uma gama de produtos financeiros localizados aos peruanos, com maior controle sobre as finanças. A movimentação ocorre enquanto a empresa fortalece sua atuação na região.

Caso a licença seja concedida, a Revolut poderá lançar serviços locais de forma abrangente, adaptados ao mercado peruano, segundo anúncio da própria empresa. A medida é parte de uma estratégia de expansão regional para competir com grandes atuantes de tecnologia financeira na região.

O Peru apresenta um sistema financeiro amplamente concentrado: os quatro maiores bancos concentram cerca de 82% dos empréstimos, conforme o regulador SBS. Esse cenário reforça o interesse de fintechs em ganhar espaço.

A Revolut já tem atuação estabelecida na América Latina: possui licença no México, teve aprovação para abrir banco na Colômbia e adquiriu operações na Argentina. No Brasil, opera com uma licença de crédito.

Segundo o CEO da unidade peruana, Julien Labrot, a concorrência virá principalmente de instituições já consolidadas no mercado, e não de novos grandes players. Labrot também destacou a percepção de que a Revolut pode elevar a qualidade dos serviços para quem tem ou não conta bancária no Peru.

A empresa avalia que remessas e operações em várias moedas podem dar vantagem competitiva no Peru, citando que cerca de 1 milhão de pessoas no país recebem dinheiro do exterior. A iniciativa integra a meta da empresa de chegar a 100 milhões de clientes globalmente e alcançar US$ 100 bilhões em receita anual.

Perspectiva regional

A expansão da Revolut na América Latina evidencia uma estratégia de longo prazo para ampliar atuação em mercados emergentes. Com operações já consolidadas em México, Colômbia, Argentina e Brasil, a empresa busca diversificar portfólio e aumentar base de clientes na região. Acompanhamento de autoridades locais e de competição será fundamental para o desenrolar do processo licitatório no Peru.

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