- Sites de apostas offshore usam o Australian Open para promover serviços ilegais, com Vegastars oferecendo ingressos para uma sessão noturna e voucher de viagem de 500 dólares, mesmo sem associação com o torneio.
- No promocional, cerca de 2.500 usuários do Instagram comentaram, e outras plataformas usaram o logo do AO e fotos de tenistas; pelo menos três sites não licenciados fizeram promos semelhantes.
- A Australian Communications and Media Authority (Acma) informou que Vegastars é ilegal e pode ter o site bloqueado, além de investigar as empresas identificadas pela Guardian Australia.
- Influenciadores australianos promovem apostas ao vivo; Rainbet aparece em um vídeo com mais de 40 mil visualizações, e a Acma já alertou sobre esse tipo de divulgação.
- Autoridades sugerem bloquear pagamentos a sites de apostas não licenciados para reduzir o impacto offshore, com estudos indicativos de bilhões de dólares movimentados por plataformas offshore.
Offshore gambling operators estão usando o Australian Open para promover serviços ilegais, segundo reportagens locais. Um e-casino offshore chamado Vegastars publicou promoção com o logo do AO, sem qualquer ligação com o torneio. A ação ocorreu nas redes sociais e gerou milhares de comentários.
A promoção oferecia ingressos para uma sessão noturna no Rod Laver Arena e um vale-viagem de US$ 500. Usuários australianos estiveram entre as 2.500 contas que curtiram a postagem. Outros operadores sem licença também usaram o logo ou fotos de tenistas para promover promoções semelhantes.
Medidas regulatórias e posicionamento do setor
A Australian Communications and Media Authority (Acma) já identificou Vegastars como operadora ilegal e pode solicitar o bloqueio do site. A agência também investiga as empresas listadas pela Guardian Australia. A associação de apostas responsável afirmou que branding e brindes podem induzir consumidores a acreditar que plataformas offshore são legais.
Durante a campanha, uma segunda plataforma divulgou apostas ao vivo em vídeo promovido por um influenciador australiano, visto mais de 40 mil vezes. A Acma já havia alertado influenciadores sobre promoção de serviços ilegais em junho e informou estar analisando o caso. O bloqueio de sites é visto como ferramenta eficaz pela agência.
Implicações e contexto de fiscalização
Especialistas destacam que consumidores ficam desprotegidos pela legislação de comércio australiana em plataformas sem licença, sem garantia de retirada de ganhos. Levantamento da ACMA aponta que o bloqueio de sites reduziu a disponibilidade de serviços ilegais desde 2019, mas novas URLs surgem com frequência.
Instituições regulatórias e do setor pedem ações mais amplas, inclusive bloqueio de pagamentos para provedores não licenciados, modelo já utilizado em Alemanha e Noruega. Estimativas apontam que a participação de apostas offshore está ligada a parte relevante do desafio regulatório no país.
Vegastars e Rainbet foram contatados para comentar as ações. A reportagem apurou que, em alguns casos, usuários recorrem a VPNs para acessar plataformas não licenciadas. A Acma continua monitorando o tema e coleta informações sobre as empresas identificadas.
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