- Bitcoin spot ETFs registraram saídas de US$ 1,62 bilhão em quatro dias de negociação, com saídas diárias de US$ 32,11 milhões em 22 de janeiro de 2026 e pico de US$ 708,71 milhões em 21 de janeiro; nos últimos sete dias, o movimento totalizou US$ 1,22 bilhão.
- Entre os emissores, o BlackRock’s iShares Bitcoin Trust (IBIT) liderou as saídas diárias com US$ 22,35 milhões, Fidelity’s FBTC saiu US$ 9,76 milhões e Grayscale’s GBTC manteve fluxo estável, mas acumulou perdas de US$ 25,58 bilhões no total.
- O Bitcoin operava perto de US$ 89.982 em 22 de janeiro, queda de 1,3% no dia e quase 5% na semana, com volume de negociação de US$ 37,77 bilhões e ativos sob gestão nos ETFs em US$ 115,99 bilhões (cerca de 6,49% da capitalização do BTC).
- Os rendimentos da basis trade (compra de Bitcoin à vista via ETFs, venda de futuros) caíram abaixo de 5%, frente a cerca de 17% há um ano, levando fundos de hedge a reduzir a exposição; o interesse em futuros no CME também recuou.
- Outras informações apontam posição menos agressiva: ETFs de Ethereum registraram saídas significativas, enquanto XRP e Solana tiveram fluxos relativamente estáveis; há sinais de reposicionamento institucional seletivo, não de venda maciça generalizada.
Bitcoin ETFs registraram saídas de até US$ 1,62 bilhão em quatro dias, sinalizando ajuste de posicionamento institucional. As retiradas ocorrem com a volatilidade da BTC e a queda de uma antiga estratégia de arbitragem entre o spot e futuros.
O foco recai sobre grandes emissores de ETFs de BTC nos EUA, com BlackRock liderando as saída diárias. IBIT, porém, permanece como o produto dominante, mantendo quase US$ 70,0 bilhões em ativos.
A Fidelity também registrou saídas, de US$ 9,76 milhões, enquanto a Grayscale teve fluxo diário estável, mas acumula perdas relevantes, dada a cobrança de 1,5% de taxa sobre o GBTC.
Na visão de mercado, a queda contínua das saídas coincide com a fraqueza do preço da BTC. Em 22 de janeiro de 2026, a cotação oscilou em torno de US$ 89,98 mil, com queda de cerca de 1,3% no dia.
Volumes de negociação permaneceram elevados, mas recuíram, com US$ 3,30 bilhões de giro em ETFs de BTC naquele dia. Ativos totais sob gestão recuíram para aproximadamente US$ 116,0 bilhões.
Movimentação de spreads e participação institucional
Observa-se compressão dos rendimentos da arbitragem entre o spot e futuros, com o rendimento do basis trade caindo abaixo de 5% anualizado, frente cerca de 17% no ano anterior.
Dados indicam que hedge funds, embora representem apenas 10% a 20% dos detentores de ETFs, podem impactar fluxos de curto prazo quando essa estratégia se retrai.
Mercados de derivativos também mostram retração. O interesse em futuros de BTC na CME caiu abaixo da Binance, pela primeira vez desde 2023, sinalizando menor envolvimento institucional.
O rendimento mensal do base trade está em torno de 4,7%, próximo dos custos de funding, o que restringe incentivos para manter a operação.
Panorama setorial e outros ativos
Enquanto o enfraquecimento afeta alguns produtos, outros ETFs de criptomoedas mostram dinâmica distinta. ETFs de Ethereum registraram saídas fortes, já XRP e Solana apresentaram fluxos mais moderados.
Indicadores sugerem demanda negativa entre grandes investidores, com carteiras de baleias e golfinhos migrando de acumulação para distribuição. A premiação do Coinbase manteve-se negativa, sugerindo menor interesse institucional dos EUA.
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