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Master teve modelo 100% baseado no FGC, afirma Vorcaro à PF

Depoimento à PF: Master operava com modelo 100% baseado no Fundo Garantidor de Créditos; liquidação pode pagar cerca de R$ 45 bilhões

Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Foto: Reprodução redes sociais
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  • Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que o Banco Master operava com um modelo “100% baseado” no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e que houve crise de liquidez.
  • Ele disse que a mudança regulatória no FGC pesou na captação do banco, cujo plano desde 2018 era baseado no fundo.
  • A venda do Master ao Banco de Brasília foi vetada pelo Banco Central, e a instituição acabou liquidada extrajudicialmente, junto ao Will Bank, do mesmo grupo.
  • Com a liquidação, o mecanismo do FGC deveria pagar cerca de R$ 45 bilhões aos credores.
  • Vorcaro relatou ter buscado apoio do Banco Central para evitar prejuízos ao sistema financeiro e mencionou que a crise abalou a imagem do Master; ele cumpre medidas cautelares, como acompanhamento por tornozeleira eletrônica, após 12 dias de prisão na operação.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal que o banco enfrentou uma crise de liquidez. Segundo ele, o modelo de negócios era 100% baseado no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que cobre parte das perdas de investidores em instituições financeiras.

A oitiva ocorreu no fim de 2025, no âmbito de um inquérito sobre irregularidades envolvendo a instituição, cuja venda ao Banco de Brasília foi vetada pelo Banco Central. Após essa negativa, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master.

Vorcaro atribuiu a crise às alterações regulatórias no FGC. Ele disse que a mudança pressionou a captação do banco, pois o plano apresentado ao BC em 2018 previa atuação apoiada pelo FGC. Com a liquidação do Master e do Will Bank, o mecanismo deve pagar cerca de 45 bilhões de reais aos credores.

Ele afirmou que, ao crescer, ocorreu a mudança de regras, o que exigiu nova estratégia de captação. Além disso, mencionou uma campanha reputacional contra o banco, associando-a a veículos de mídia de oposição, segundo seu relato.

Segundo o depoimento, o empresário procurou o BC para evitar prejuízos ao sistema financeiro nacional. A transcrição aponta a defesa de que a crise poderia ter sido administrada sem medidas extremas. O relato também indica que o prejuízo afetou não apenas o Master, mas o sistema financeiro como um todo.

Vorcaro ficou detido por 12 dias na primeira fase da Operação Compliance Zero e atualmente cumpre medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal, como o uso de tornozeleira eletrônica. A PF segue investigando os desdobramentos do caso.

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