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Ex-Designer da Ubisoft contesta teorias da conspiração online

Ex-desenvolvedor da Ubisoft rebate teorias online, dizendo que a queda de ações não se deve a DEI, e sim ao Big Business Syndrome e à gestão

Ubisoft
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  • Um ex-desenvolvedor da Ubisoft Osaka rebate teorias da conspiração online que culpavam DEI pela queda de valor das ações e pelas dificuldades no desenvolvimento de jogos, atribuindo os problemas a um “Big Business Syndrome”.
  • Kensuke Shimoda afirmou publicamente que as iniciativas de diversidade e inclusão (DEI) não tiveram grande influência e teriam sido, na verdade, benéficas para a expansão da empresa na América do Sul e no Oriente Médio.
  • Shimoda aponta que fatores internos, como turnover baixo e falta de pessoal senior, seriam responsabilidades da alta gestão da publisher, associando isso ao conceito de Big Business Syndrome.
  • O termo Big Business Syndrome envolve a ideia de que líderes excessivamente focados em manter o status quo prejudicam a inovação e o desempenho, segundo o ex-funcionário japonês.
  • Em 21 de janeiro, a Ubisoft anunciou uma reformulação que incluiu o cancelamento de quatro títulos ainda não anunciados, a criação de cinco “Casas Criativas” para desenvolver apenas com IPs existentes, movimento visto por alguns como repetição de episódios anteriores.

O ex-desenvolvedor da Ubisoft Kensuke Shimoda reacudiu críticas a teorias online que associam a queda de valor da empresa e problemas de desenvolvimento a iniciativas de DEI. Ele afirmou que os problemas vêm de um suposto “Big Business Syndrome”.

Shimoda, que trabalhou na Ubisoft Osaka entre 2021 e 2024, respondeu a um gibi de Sadataro que ligava o desempenho comercial de Assassin’s Creed Shadows aos esforços de inclusão. A um perfil de X, ele disse que a DEI não teve influência relevante e, na prática, ajudou a expansão em América do Sul e Oriente Médio.

Segundo ele, a despeito de críticas, a DEI teria impactos positivos, ao contrário do que defendem entusiastas de mensagens anti-woke. O ex-funcionário também comentou sobre a baixa rotatividade e a ausência de lideranças experientes, sugerindo falhas na gestão.

A Ubisoft confirmou que o jogo Assassin’s Creed Shadows atingiu mais de 5 milhões de jogadores até julho de 2025, dentro das expectativas anunciadas pela empresa. O título incluiu pela primeira vez um samurai africano entre os protagonistas.

Shimoda identifica no “Big Business Syndrome” um modelo de gestão que privilegia manter o status quo acima de estratégias mais arriscadas. A expressão corresponde a uma visão empresarial criticada por levar a decisões conservadoras.

Em 21 de janeiro, a Ubisoft divulgou uma reestruturação que envolveu o cancelamento de quatro títulos ainda não anunciados, incluindo três novas IPs, e a criação de cinco “Casas Criativas” para projetos com IPs já existentes. A medida repercutiu entre funcionários atuais, que veem repetição de ciclos anteriores.

A discussão ocorre num contexto de críticas externas a Ubisoft, incluindo ataques ao papel da diversidade na indústria de games. As falas de Shimoda chegam após a empresa enfrentar ajustes operacionais e declarações sobre o desempenho de seus lançamentos.

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