- Ledger prepara uma possível oferta pública inicial nos Estados Unidos, com avaliação acima de US$ 4 bilhões e listagem possivelmente ainda neste ano.
- Bancos de Wall Street, incluindo Goldman Sachs, Jefferies e Barclays, foram contratados para assessorar a operação, que pode ocorrer em Nova York.
- O CEO Pascal Gauthier afirma que os EUA são o ambiente natural para a captação, e cerca de 40% do negócio já vem da América do Norte.
- A Ledger expandiu o portfólio e registrou receitas de centenas de milhões de dólares em 2025, além de ter vendido mais de sete milhões de dispositivos e proteger aproximadamente 20% dos criptoativos globais.
- A empresa enfrenta controvérsias sobre novas taxas de serviços do app Multisig e houve um incidente de exposição de dados de clientes via Global-e em janeiro de 2026, aumentando preocupações de segurança.
Ledger se prepara para eventual IPO nos EUA com valuation acima de US$ 4 bilhões, segundo relatos. A oferta, se ocorrer, pode ocorrer ainda neste ano e envolve bancos de Wall Street no roteiro de assessoria, como Goldman Sachs, Jefferies e Barclays. O foco é expandir a presença no mercado norte-americano, especialmente em Nova York.
A empresa de carteira criptográfica, sediada em Paris, já trabalha para tornar o IPO uma realidade ao lado de possíveis rodadas privadas de financiamento. O CEO Pascal Gauthier disse que a empresa atingiu escala suficiente para enfrentar o escrutínio do mercado público, destacando os EUA como o destino natural.
Cerca de 40% do negócio da Ledger já vem da América do Norte, razão pela qual a expansão na cidade de Nova York teve prioridade. A companhia mantém a divulgação de planos para abrir caminhos alternativos de captação de recursos, mantendo as opções abertas.
Expansão nos EUA e estratégias de captação
Gauthier reforçou, em entrevista ao Financial Times, que há interesse contínuo de investidor nos EUA, com atenção especial a financiamentos no segmento de ativos digitais. Em 2025, a Ledger sinalizou o desejo de listing nos EUA ao mesmo tempo em que explorava um possível financiamento privado.
Fundada em 2014 por Éric Larchevêque, Joël Pobeda e Thomas France, a Ledger ganhou reputação com carteiras de hardware que mantêm chaves privadas offline. O portfólio inclui a Ledger Stax, destinada a detentores de longo prazo e usuários institucionais.
A empresa também lançou aplicativo iOS para clientes corporativos e passou por uma grande reformulação de marca junto ao lançamento da Ledger Nano Gen5. Em 2025, a Ledger informou receitas de centenas de milhões, com expectativa de crescimento já neste ano.
Desempenho, produtos e inovações
Ao longo da última década, a Ledger afirma ter comercializado mais de 7 milhões de dispositivos globalmente e protege aproximadamente 20% de ativos cripto no mundo, incluindo mais de US$ 100 bilhões em bitcoin. O último valor de mercado divulgado foi de US$ 1,5 bilhão, em 2023, após uma rodada de extensão de US$ 108 milhões.
Desde então, a companhia não revelou nova avaliação enquanto se prepara para o IPO. Além de hardware, a Ledger tem reforçado a estratégia de “signers Ledger”, devices voltados para a custódia de ativos digitais e identidades online.
Controvérsias e segurança de dados
O modelo de monetização ganhou críticas após mudanças em taxas da app Multisig, com cobrança fixa por transação e taxas variáveis para transferências de tokens. Usuários argumentam que a autossoberania deve evitar custos recorrentes.
A segurança voltou a ser pauta após incidente envolvendo um fornecedor terceirizado. Em 5 de janeiro de 2026, dados de clientes foram expostos em hack que atingiu a Global-e, processadora de pagamentos da empresa. Fatos não envolveram saques, mas aumentaram as preocupações com phishing e golpes.
Ponto final
A Ledger segue buscando capital e expansão nos Estados Unidos, com estratégia que combina IPO potencial, financiamento privado e ampliação de operações em Nova York. A expectativa de autoridades e investidores permanece no radar da empresa, que reforça foco em governança e inovação.
Entre na conversa da comunidade