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USA Rare Earth sobe 13% após investimento de US$ 1,6 bi do governo Trump

Ações da USA Rare Earth sobem 13% após empréstimo de US$ 1,6 bilhão e US$ 277 milhões em recursos federais para reduzir dependência dos EUA de importações chinesas

O governo Trump adquiriu participações acionárias em diversas empresas de mineração para reduzir a dependência da China
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  • A USA Rare Earth subiu mais de 13% na abertura do pregão após o governo anunciar empréstimo de US$ 1,6 bilhão e US$ 277 milhões em recursos federais, em troca de 16,1 milhões de ações ordinárias.
  • A medida faz parte de iniciativas para reduzir a dependência dos EUA de importações da China, já que a produção doméstica de terras raras e minerais críticos ainda não acompanha a demanda.
  • O Tesouro afirma que o país depende 100% de importações para 12 minerais críticos, incluindo cobalto e níquel, e que o investimento deve fortalecer cadeias de suprimentos.
  • Os recursos deverão financiar investimentos da empresa em mineração, processamento, produção de metais e fabricação de ímãs de terras raras; as ações estão avaliadas em US$ 28,15.
  • O governo já vem buscando participação acionária em empresas de mineração para reduzir a dependência externa, com movimentos recentes envolvendo MP Materials, Lithium Americas, Trilogy Metals e Korea Zinc.

A USA Rare Earth teve ações valorizadas após a abertura do pregão desta segunda-feira, 26. A empresa recebeu anúncio de financiamento do governo dos EUA, no âmbito de esforços para reduzir a dependência de importações de minerais críticos. O montante envolve empréstimo e recursos federais em troca de ações.

O Departamento de Comércio concederá um empréstimo de US$ 1,6 bilhão e mais US$ 277 milhões em recursos federais. Em troca, a empresa emitirá 16,1 milhões de ações ordinárias. O movimento acompanha acordos para fortalecer cadeias de suprimento domésticas.

A valorização das ações chegou a 13,2% e ficou em US$ 28,15, conforme a cotação de abertura. A empresa aponta que os recursos serão destinados a mineração, processamento e fabricação de ímãs de terras raras.

Howard Lutnick, secretário de Comércio, afirmou que o projeto é essencial para a independência dos EUA em minerais críticos e para cadeias de suprimentos mais resilientes, reduzindo a dependência de países estrangeiros.

A demanda por minerais como grafite, cobalto e níquel deve crescer até 60% até 2040, segundo a International Energy Agency. O governo busca ampliar produção doméstica para atender esse cenário.

Reduzindo a dependência

No ano passado, o secretário do Interior, Doug Burgum, sinalizou que o governo ampliaria participação acionária em mineradoras para reduzir a dependência de importações.

A China domina o refino de terras raras e a produção de ímãs. Algumas companhias, incluindo a USA Rare Earth, ainda não são lucrativas, em meio a um esforço maior para ampliar a produção nacional.

Em comunicado, a empresa informou planos de produção comercial para o fim da década de 2020. A unidade de ímãs de Stillwater, em Oklahoma, deve ficar pronta ainda neste ano.

Linha do tempo: participação do governo em empresas

Em julho de 2025, o governo tornou-se o maior acionista da MP Materials, após aquisição de ações pelo Departamento de Defesa. Em setembro, houve indicação de participação na Lithium Americas, com renegociação de empréstimo.

Em outubro, o governo investiu na Trilogy Metals, para exploração no Alasca. Em dezembro, a Korea Zinc anunciou a construção de uma refinaria de minerais no Tennessee, com participação do Departamento de Defesa após empréstimos.

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