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Hungria anuncia esquema de US$157 milhões para reduzir custos de aquecimento

Hungria lança subsídio de 50 bilhões de forints para aquecimento de domicílios em janeiro, com desconto de 30% antes das eleições de abril

Hungarian Prime Minister Viktor Orban holds an international press conference in Budapest, Hungary, January 5, 2026. REUTERS/Bernadett Szabo
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  • Hungria anunciará reembolso parcial de custos com aquecimento de janeiro, em decorrência de temperaturas muito frias, no valor de 50 bilhões de forints (aproximadamente 157,14 milhões de dólares).
  • A medida faz parte de gastos amplos do governo antes das eleições de abril, com o premier Viktor Orbán buscando impulsionar a economia.
  • O benefício prevê desconto de 30% para consumidores residenciais atendidos por rede de gás e energia, financiado por fundos públicos e imposto sobre fornecedores de energia.
  • A mudança envolve ajustes no sistema de subsídios de energia, que pesou cerca de 1% do PIB em 2024 e 0,5% no ano anterior, conforme estimativas da Comissão Europeia.
  • A iniciativa ocorre em meio a críticas por dependência de energia russa e a pressão fiscal antes das eleições, com avaliações de impacto sobre o déficit público.

BUDAPEST, 29 jan (Reuters) – o governo húngaro anunciará o ressarcimento parcial dos custos de aquecimento enfrentados pelas famílias em janeiro, devido à demanda elevada provocada por temperaturas abaixo de zero. o programa terá custo de 50 bilhões de forints (cerca de 157,14 milhões de dólares).

A medida amplia o conjunto de gastos do governo antes das eleições de abril. Viktor Orban, no poder desde 2010, busca dinamizar a economia, com a Fidesz liderando pesquisas contra a oposição liderada por Tisza.

Segundo o ministro de Energia Csaba Lantos, a ajuda destina-se a famílias que utilizam energia por meio de tubulação, com desconto de 30% para consumidores domésticos. o financiamento virá de recursos do governo e de tributos sobre fornecedores de energia.

Detalhes da medida

A política de subsídios à energia já movimenta o déficit orçamentário. Em 2024, o subsídio energético representou 1% do PIB, e 0,5% em 2023, conforme estimativas da Comissão Europeia. a UE recomenda o encerramento gradual do programa.

Analistas de Capital Economics avaliam que os gastos do governo pressionam as contas públicas antes da eleição. O orçamento poderá superar a previsão inicial, com déficit estimado em 5,5% do PIB para este ano por algumas projeções.

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