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Taxas curtas caem após Copom; mercado precifica corte de 50 pb da Selic

Comitê de Política Monetária sinaliza início de cortes; Copom mantém Selic em 15% e mercado precifica queda de 50 pontos-base em março; DIs curtos caem

DIs longos recuam no fim da tarde, com queda maior no vencimento de 2028
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  • Copom manteve a Selic em 15% ao ano e sinalizou possível início de cortes em março, com o mercado formando expectativa de recorte de 50 pontos-base.
  • Taxas dos DIs curtas fecharam em queda firme; DI de janeiro de 2028 caiu para 12,695% e DI de janeiro de 2035 ficou em 13,31%.
  • Entre os prazos mais longos, as perdas diminuíram após o início da tarde, com ajustes diante do mau humor carregado por Wall Street.
  • Rendimentos dos Treasuries recuaram no fim da tarde, com o título de 10 anos a 4,223%.
  • O Brasil fechou 2025 com déficit primário de R$ 13,008 bilhões (0,1% do PIB), déficit total de R$ 61,691 bilhões (0,48% do PIB); empregos formais cresceram 618.164 em dezembro, fechado o ano com saldo de 1.279.498 vagas.

O Copom manteve a Selic em 15% ao ano, sinalizando possibilidade de cortes a partir de março. Investidores passaram a precificar uma redução de 50 pontos-base na próxima reunião. O movimento ocorreu após a instituição indicar a abertura gradual do ciclo de cortes.

As taxas dos DIs curtos fecharam em queda firme na quinta-feira (29). Entre os vencimentos mais curtos, houve recuo acentuado, com o DI de janeiro/2028 em 12,695%, frente a 12,787% no dia anterior. O DI de janeiro/2035 caiu para 13,31%.

O principal impulso veio do comunicado do Copom, que afirmou considerar iniciar a flexibilização da política monetária se o cenário inflacionário seguir estável. A mensagem gerou expectativa de redução de 50 pontos-base já em março, frente a estimativas de 25 pontos-base.

Na prática, o mercado elevou as chances de cortes, com a curva de juros mostrando 82% de probabilidade de 50 pontos-base em março pela manhã, contra 18% para uma queda de 25 pontos-base. Véspera indicava 60% e 40%, aproximadamente.

Mesmo com linguagem conservadora no comunicado, analistas consultados pela Reuters destacaram que o mercado projeta mais agressividade no ciclo. Segundo Gino Olivares, da Azimut Brasil Wealth Management, o BC inicia o novo ciclo ainda com projeções de inflação não alinhadas à meta.

Durante a manhã, a reação externa pressionou mercados no Brasil, com quedas nas bolsas e alta do dólar ante o real, após resultados corporativos fracos no setor de tecnologia dos EUA. Horário de pico gerou volatilidade nas taxas curtas e longas.

No fim da tarde, houve acomodação: as taxas curtas recuaram menos, enquanto as longer maturities retomaram a estabilidade. Analistas ressaltam que a leitura do comunicado do Copom permanece central para a direção da curva.

Às 16h44, o rendimento do Tesouro americano de 10 anos caiu para 4,223%, refletindo a inclinação de investidores por menor pressão de política nos EUA após o Fomc manter a taxa. O cenário global contribuiu para ajustes locais.

Ao longo do dia, dados fiscais do governo brasileiro mostraram déficit primário de R$ 13,008 bilhões em 2025, abaixo da meta de zero, mas com déficit total de R$ 61,691 bilhões, 0,48% do PIB, impactando a dívida pública.

Também foi divulgado que o Brasil fechou dezembro com 618.164 vagas formais criadas, surpreendendo ao lado de perdas previstas em pesquisas. O saldo de 2025 ficou em 1.279.498 vagas, o pior resultado desde 2020.

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